Alfredo Nascimento é o primeiro a assumir ministério

À frente do Ministério dos Transportes na maior parte do governo Lula, Alfredo Nascimento não perdeu tempo e foi o número um da fila do primeiro escalão a receber o cargo no novo governo. Durante cerimônia realizada na noite de hoje, Nascimento afirmou que seu novo mandato priorizará investimentos em ferrovias e hidrovias. "Os investimentos mais ousados serão em ferrovias e hidrovias, mas é claro que as rodovias continuarão a ter atenção", disse.

CÉLIA FROUFE, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 22h00

Ele afirmou que a composição logística brasileira não é a mais correta pois, no passado, privilegiou-se investimento em estradas, que hoje representam 70% do escoamento da produção brasileira. Por isso, segundo o ministro, primeiro houve a necessidade de recuperação das rodovias. Hoje, de acordo com ele, 90% das estradas já estão em bom estado.

Nascimento disse que já conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o novo governo e recebeu recomendação especial de continuação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Ele relatou que não recebeu nenhuma orientação especial da nova presidente em relação às obras projetadas ou já iniciadas em Estados cujos municípios serão sede da Copa do Mundo. Mesmo assim, o ministro afirmou que, após tomar conhecimento de todos os projetos, conversará com cada um dos governadores.

O ministro disse que o trem-bala não foi assunto tratado com a presidente e que ele não está a par dos detalhes mais recentes do projeto, mas que a expectativa é de que o leilão da concessão seja realizado em abril.

Entre os presentes à cerimônia estavam o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que dividirá com Nascimento o mesmo prédio.

Presidente nacional do Partido da República (PR), esta é a terceira vez que Nascimento ficará responsável pela Pasta dos Transportes e terá, mais do que nunca, que sanar problemas de infraestrutura do País com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e das Olimpíadas no Rio, em 2016.

Por conta desses eventos, o ministério é uma pasta chave na próxima administração. É uma das que contam com um maior número de recursos e também a que está na dianteira dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Caberá ao Ministério também monitorar de perto o andamento do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) - o trem-bala que ligará São Paulo a Campinas e o Rio de Janeiro. O leilão, que estava marcado para o dia 16 do mês passado foi adiado para 29 de abril pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo da postergação foi o de aumentar a concorrência, que, por enquanto, já recebeu a sinalização de interesse por quatro grupos empresariais, além dos coreanos.

Nascimento aceitou o convite para ser responsável pelo ministério pela primeira vez em março de 2004, quando renunciou ao mandato de prefeito de Manaus. Ele deixou a pasta dois anos depois para concorrer, pelo Amazonas, ao Senado e voltou aos Transportes entre 2007 e 2010, quando vários ministros abandonaram seus cargos para disputarem vagas eletivas. Nascimento optou pelo governo do Estado do Amazonas. Com a eleição perdida para Omar Aziz (PMN), ele aceitou o convite de Dilma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.