Alfredo Nascimento diz esperar reconhecimento de Dilma ao PR

Dilma tem feito ações para se reaproximar da sigla, sem cargos no governo desde que o senador foi demitido do Ministério dos Transportes em 2011

Ricardo Brito, da Agência Estado

07 de fevereiro de 2013 | 11h51

Brasília - O presidente do PR e líder da bancada no Senado, Alfredo Nascimento (AM), disse na manhã desta quinta-feira, 7, esperar que o governo reconheça a importância do partido que preside na coalizão. Alfredo Nascimento, o vice-líder do PR no Senado, Antonio Carlos Rodrigues (SP), e o líder da bancada na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), reúnem-se ainda nesta quinta com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

 

Nos últimos meses, o governo Dilma tem feito movimentos de reaproximação com a cúpula do PR, sem cargos no primeiro escalão desde que o próprio Alfredo Nascimento foi demitido por Dilma, em julho de 2011, do Ministério dos Transportes na esteira de acusações de irregularidades na pasta. Desde então, o partido está sem representante na Esplanada dos Ministérios.

 

A especulação é que o governo queira alocar o senador Blairo Maggi (PR-MT) nos Transportes ou na Agricultura. Dilma conversou com ele pessoalmente duas vezes nos últimos dias. Há, contudo, restrições ao nome de Blairo na bancada do PR na Câmara e no Senado. Integrantes do partido afirmam reservadamente que o senador mato-grossense tem tido atuação independente das bancadas e lembram que, no final do ano passado, ele chegou a apresentar uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre se poderia deixar o PR sem perder o mandato.

 

Alfredo Nascimento afirmou que não vai à Dilma pedir cargos. "Vou para ouvir", afirmou. Anthony Garotinho disse que o partido não pode ficar sem identidade definida. "A gente só quer uma definição: ou se é governo ou se é oposição", disse Garotinho. Questionado se ser governo implicaria ter um ministério, o líder do PR na Câmara respondeu que o partido precisa ter "um espaço político". "Somos políticos. PT tem ministério, PMDB tem ministério", afirmou.

 

 

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