MARCIO RIBEIRO
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Alexandre Moraes nega orientação 'institucional' da PF para Calero fazer gravações

Ministro da Justiça lembrou que Marcelo Calero relatou ter sido orientado por amigos a registrar os diálogos com a cúpula do governo Temer e disse que áudio está sendo analisado

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2016 | 17h15

São Paulo - O  ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre Moraes, negou nesta segunda-feira, 28, que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero teria sido orientado pela Polícia Federal (PF) a fazer gravações de suas conversas com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e com outros ministros.

"O ex-ministro não disse que foi orientado pela Polícia Federal. É importante colocar bem as palavras. Ele disse ao Programa Fantástico que tem amigos na PF e que esses amigos o teriam orientado. Então, não é uma questão institucional. É uma questão de amizade e ele nem apresentou quem são esses amigos. É uma questão pessoal de amizade dele", disse após reunião com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Obviamente, segundo Moraes, que se Calero apresentar os amigos que o Ministério irá analisar o caso. "Primeiro temos que comprovar se houve se gravações porque ele não apresentou nenhum vídeo e se recusou a dizer quem eventualmente teria gravado", afirmou o ministro da Justiça.

Moraes disse ainda que Calero e entregou à Polícia Federal um gravador digital com uma gravação que está sendo analisada por peritos de instituição. Perguntado se a gravação é licita ou ilícita, Moraes disse que antes é preciso comprovar a materialidade do conteúdo do gravador.

"A materialidade só será possível a partir do momento da transcrição do áudio. Mas vocês podem ter a certeza de que depois da materialidade vamos ter uma posição oficial", disse. 

 

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