Gabriela Biló/ Estadão
Gabriela Biló/ Estadão

Alessandro Vieira, do Cidadania, lança pré-candidatura à Presidência em 2022

Senador, que tem se destacado na CPI da Covid, quer disputar espaço na chamada 'terceira via', alternativa entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, líderes das pesquisas de intenção de voto

Cássia Miranda, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2021 | 15h38

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), de 47 anos, quer entrar no páreo da eleição presidencial de 2022 entre os nomes da terceira via. No domingo, 29, o parlamentar apresentou ao partido sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Nos últimos meses, o político vem se destacando como um dos mais atuantes na CPI da Covid.

“Depois de pensar muito, decidi colocar meu nome à disposição do Cidadania como pré-candidato à Presidência. Pelo que tenho visto, nas movimentações de partidos, parlamentares e movimentos de renovação, estamos ficando para trás no processo de construção da terceira via. Não vamos nos omitir e fortalecer a polarização”, apontou Vieira em nota ao partido.

Citando a última pesquisa XP/Ipespe, que aponta os nomes da terceira via — Ciro Gomes (PDT), com 10% das intenções de voto; Sérgio Moro (sem partido) com 9%; o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 4% cada —, o senador considera que ainda não há nenhum nome consistente para representar essa parcela do eleitorado.

“Acredito que meu perfil atende de imediato a este eleitorado, com potencial de expansão para camadas mais moderadas à esquerda e à direita, por conta do trabalho realizado como senador”, afirma. 

A pesquisa, publicada em 17 de agosto, coloca o ex-presidente Lula na liderança, com 40% das intenções de voto, ante 24% do presidente Jair Bolsonaro. “Não sou representado pela permanência de Bolsonaro no poder ou pelo retorno de Lula. Sei que milhões de brasileiros têm o mesmo sentimento”, diz o parlamentar.

De acordo com o senador, a possibilidade de candidatura não nasceu de um sonho pessoal, mas sim “do diálogo e da reflexão sobre o cenário atual”. O parlamentar, que foi delegado da Polícia Civil, está em seu primeiro mandato no Senado.

 

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