Alessandro Molon dá seqüência às sabatinas do 'Grupo Estado'

Candidato do PT será sabatinado a partir das 11 horas com transmissão ao vivo pela 'TV Estadão'; Crivella foi o 1º

AE, Agencia Estado

22 de agosto de 2008 | 08h07

O candidato do PT à prefeitura do Rio de Janeiro, Alessandro Molon, dará seqüência nesta sexta-feira, 22, às 11 horas, à série de sabatinas com candidatos a prefeito do Rio e de São Paulo promovida pelo Grupo Estado. Os concorrentes responderão a perguntas dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde, da Agência Estado e da Rádio Eldorado. Os eventos serão transmitidos ao vivo pela internet, na TV Estadão. O público poderá enviar perguntas por e-mail e participar dos eventos, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, ou no auditório do Grupo Estado, em São Paulo.        Veja também: TV Estadão: assista à sabatina na íntegra de Marcelo Crivella  Crivella defende Exército e diz querer mais tropas em favelas Especial: Perfil de Alessandro Molon  Na primeira das sabatinas do Grupo Estado com os candidatos à Prefeitura do Rio, na última quinta, o concorrente do PRB, senador Marcelo Crivella, assumiu a defesa do Exército no episódio que resultou na morte de três jovens do Morro da Providência em junho e anunciou que, se eleito, fará novas parcerias com a Força. Segundo ele, a corporação tomou uma decisão "perfeita" no caso e não deve ser responsabilizada pelo incidente, em que militares, desobedecendo a uma ordem, entregaram os rapazes a traficantes do Morro da Mineira, rivais da quadrilha da Providência, que os torturaram e assassinaram.   O senador afirmou que o "ato deplorável" foi resultado da "intempérie (sic) de um jovem", referindo-se ao tenente Vinícius Ghidetti, comandante da patrulha. "Por arrogância, não obedeceu (à ordem)", afirmou. O Exército estava na favela para garantir a segurança das obras do programa Cimento Social, projeto de autoria de Crivella. Primeiro colocado nas pesquisas, o senador defendeu a extensão do programa a outras comunidades e disse que, se eleito, pedirá a ajuda das Forças Armadas onde houver obras. "Não podemos, por causa de um episódio que todos devemos lamentar, abdicar do direito de fazer novas obras", afirmou. "Não podemos culpar as Forças Armadas pela intempérie de um jovem. A decisão do Exército de soltar os jovens foi perfeita."  Questionado sobre o temor de que, se eleito, confunda religião e governo, o senador - bispo licenciado da Igreja Universal - reiterou a promessa de não levar integrantes da igreja para a equipe. Garantiu também que vai manter a lei municipal que autoriza o pagamento de pensão a companheiros de servidores municipais homossexuais.   O candidato foi irônico ao comentar a inclusão da imagem de Lula em seu programa de TV - levou ao ar uma rápida cena com ele abraçado ao presidente. O programa seguinte, do candidato do PT, Alessandro Molon, começou com uma declaração de Lula e deixou a impressão de que ainda era o do PRB. "Não fui eu, foi o Molon. Molon é muito generoso, mas vou ligar para ele. Não pode, a Justiça vai brigar."   Os demais serão sabatinados semana que vem: Eduardo Paes (PMDB), Fernando Gabeira (PV), Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B). Em São Paulo, do dia 1º ao dia 5, participam Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). Ivan Valente (PSOL) será sabatinado no dia 8. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.   (Com Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo, e Adriana Chiarini, da Agência Estado)

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