Alergia faz Secretaria recolher 5,7 milhões de doses de vacina

Depois de constatar 115 casos de reações alérgicas e 5 casos de choques anafiláticos em crianças, a Secretaria de Vigilância em Saúde decidiu recolheu 5,7 milhões de doses da vacina tríplice viral (contra caxumba, sarampo e rubéola) fabricada pela empresa italiana Chiron. O imunizante, usado na Campanha de Vacinação, foi aplicado em 1,6 milhões de crianças no último sábado, primeiro dia da campanha. O produto foi retirado do mercado no mesmo dia, quando os primeiros casos foram relatados. Ontem, foi feita a substituição por outro lote de vacinas, fabricada pela Farmanguinhos. A campanha vai continuar. As reações foram constatadas no Distrito Federal e em sete Estados - Amazonas, Amapá, Alagoas, Sergipe, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco. A vacina agora deverá ser analisada para verificar o que provocou a alergia nos pacientes. "As reações alérgicas foram leves. E os pacientes que tiveram choque anafilático já passam bem", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Ele acha pouco provável que o problema tenha sido provocado por problemas de fabricação. "Acreditamos que as alergias tenham sido desencadeadas por algum produto usado na vacina, mas não há nenhuma relação com o fato de ela ser feita com o vírus atenuado das doenças."Barbosa afirma que em todas as campanhas em que são usadas vacinas injetáveis são esperadas reações adversas. Ele observa, ainda, que a vacina da Chiron tem o certificado da Organização Mundial de Saúde. O secretário espera que o número alto de reações adversas não prejudique o resultado da campanha de vacinação. "As crianças correm muito mais riscos se não se vacinarem", garantiu. A secretaria vai avaliar o movimento nos postos esta semana. Caso o movimento sofra uma queda brusca, há a possibilidade de se reforçar a campanha publicitária para garantir uma boa cobertura vacinal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.