Alencar volta a criticar taxa de juros

O vice-presidente da República, José Alencar, voltou acriticar as altas taxas de juros no Brasil, durante a abertura doencontro regional do PL de Goiás, nesta segunda-feira à tarde, em Goiânia. Durante discurso a militantes, vereadores e prefeitos do PL goiano, José Alencar disse que, embora jure, todos os dias à sua mulher que não falará mais de juros, não poderia deixar de tocar no assunto. "A força do lobby bancário nacional e internacional quer nos taxar de desrespeitadores da liturgia do cargo de vice-presidente por eu falar dos juros. Vivemos em um país encabrestado. Disso eu tenho que falar. Se não baixarem a taxa, a renda do Brasil vai se esvaindo em juros", afirmou José Alencar. O vice-presidente disse que leu uma nota no jornal O Estado de São Paulo, durante o vôo de Brasília para Goiânia, na qual havia um comentário sobre uma frase sua. "Estava escrito assim: Alencar disse que as taxas de juros são um assalto e que assalto é crime e crime é caso de polícia", contou. Após citar a nota, José Alencar afirmou que a taxa de juros é, de fato, um assalto e um crime. José Alencar também disse que leu outra "nota" no "Estado de SãoPaulo", na qual havia uma declaração de representantes do FMI quediziam que os bancos brasileiros formaram um cartel. "Cartel também é crime", emendou o vice-presidente. Ainda sobre os juros, Alencar disse que o Brasil precisa sair "disso" com trabalho, produção ecrescimento das exportações. Antes de se referir aos juros, Alencar fez elogios à equipeeconômica do governo Lula e citou a valorização do valor de face doC-Bonds, a recuperação do crédito e a queda do dólar. Além de Alencar, também participaram do encontro do PL o presidente nacional do partido Waldemar Costa Neto, o ministro dos transportes, Anderson Adauto, o presidente regional do PL, deputado federal Sandro Mabel e o prefeito de Goiânia, Pedro Wilson (PT).

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