Alencar reage bem e pode deixar hoje a UTI

O presidente em exercício, José Alencar, pode ser transferido hoje da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Sírio-Libanês para a unidade semi-intensiva. De acordo com os médicos que tratam de Alencar, a previsão é de que ele receba alta daqui a uma semana.Internado no hospital desde quinta-feira, ele se submeteu à sua 14ª cirurgia na luta contra o câncer. Na manhã de ontem, Alencar estava bem disposto e acordado, segundo o seu chefe de gabinete, Adriano Silva. Pediu para ver TV e checar as notícias sobre o seu estado de saúde. Ele passou por uma cirurgia de seis horas para a desobstrução do intestino e retirada de dez tumores da região abdominal, que estão sendo analisados pelo hospital. De acordo com a equipe médica, há outros tumores que não foram removidos. Mas, por enquanto, uma nova cirurgia está descartada.Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Alencar recupera-se de maneira "satisfatória" e está "bem disposto". A equipe está em contato com a junta norte-americana que realiza um tratamento paralelo de combate ao câncer com o presidente em exercício.Segundo Adriano Silva, o vice-presidente, de 76 anos, agradeceu ao apoio de todos, mais uma vez. E, em tom de brincadeira, pediu os jornais para se informar sobre seu "real estado de saúde". Ao saber que sua cirurgia estava marcada para o meio-dia, contou Silva, Alencar brincou, questionando se os médicos não estariam com fome ou com sono para operá-lo. "Agora mesmo estive com ele. Ele estava sentado, de pernas cruzadas, e conversava bastante. Ele me cobrou uma série de coisas, principalmente assuntos que estavam na pauta desde ontem", disse Silva. "Ele está muito animado, muito otimista e tudo vai dar certo", completou o chefe de gabinete. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar Alencar assim que chegar ao Brasil. Ontem Lula voltava de viagem à Itália para participar da cúpula do G-8 (grupo das sete economias mais industrializadas e a Rússia). Alencar luta contra o câncer há 12 anos. Em janeiro, o vice-presidente submeteu-se à mais radical intervenção cirúrgica desde a descoberta da doença. Em uma cirurgia de alto risco, com duração de 18 horas, médicos retiraram tumores do abdome. Ele ficou 27 dias internado, nove deles na UTI.

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