Alencar: País não pode cruzar os braços diante da crise dos EUA

Na saída do hospital, vice-presidente diz que País está preparado para enfrentar possível recessão americana

Patrícia Lara, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2008 | 13h40

O vice-presidente da República, José Alencar, recebeu alta hospitalar neste domingo, 27, por volta das 12h40, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na saída, ele conversou rapidamente com os repórteres e classificou como "muito ponderadas" as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que existe a possibilidade de uma recessão americana mais séria, mas, ao contrário do que ocorreu no passado, o Brasil está bem preparado para enfrentar as eventuais turbulências. "Realmente é motivo de preocupação uma crise nos Estados Unidos, mas o Brasil está em melhores condições para enfrentá-la", disse o vice-presidente. Porém, alertou: "Mesmo assim, não podemos ficar de braços cruzados." Veja também:Fórum de Davos termina em clima de 'pessimismo cauteloso' Planalto fala em 'efeito marginal'Meirelles teme crise 'mais séria' na economia dos EUA A 1ª crise ninguém esquece: veja como os ex-presidentes enfrentaram turbulências   Ao falar sobre o tratamento - a segunda sessão de quimioterapia deste ano - Alencar disse que a vida tem obstáculos e que é necessário enfrentá-los. Ele disse que está se sentindo muito bem e brincou com os repórteres: "Meu cabelo foi embora. Eu agora estou mais parecido com o ator Yul Brynner (ator que tinha como marca registrada a careca e ficou famoso por protagonizar o filme ''O Rei e Eu'', na década de 50, que lhe rendeu um Oscar)". O vice-presidente disse que hoje mesmo está embarcando para Brasília, pois amanhã (dia 28) terá reunião da coordenação política do governo, às 9h30, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alencar, no entanto, não quis antecipar o assunto da reunião.Alencar estava internado desde a última quinta-feira (dia 24) para realizar sessão de quimioterapia, que faz parte do tratamento de um câncer na região abdominal. O intervalo para a próxima sessão é de cerca de três semanas. Este ano, ele já ficou internado três vezes no Hospital Sírio-Libanês. A primeira, entre os dias 3 a 6 de janeiro, para sessão de quimioterapia. Uma semana depois (do dia 13 a 19), ele voltou a ficar internado para tratamento de um quadro infeccioso.Na saída do hospital, acompanhado da esposa Mariza Gomes, o vice-presidente falou também a respeito das denúncias que estão sendo veiculadas na imprensa contra o empresário Edson Lobão Filho (DEM-MA), filho do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e seu suplente no Senado. Alencar disse que é a favor da investigação "com rigor" de todas as denúncias. Ele afirmou que não o conhece pessoalmente, mas conhece o seu pai.

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