'Alencar foi precipitado', diz tucano sobre 3º mandato de Lula

Em entrevista a rádio, vice-presidente diz que povo deseja Lula 'por mais tempo no poder'

01 de abril de 2008 | 17h05

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) considerou a declaração do vice-presidente José Alencar a favor do prolongamento da permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "uma manifestação precipitada", que mostra que há no governo a intenção de um terceiro mandato e que ele espera apenas o melhor momento para colocá-la em movimento.   Veja também: Você concorda com Alencar? 'Lula não quer terceiro mandato', diz José Múcio Como o presidente sempre diz, 'nunca antes neste País...' Planalto vai tirar Dilma da 'vitrine eleitoral' para 2010 Dossiê contra FHC foi decisão de governo 'Candidatura de Dilma em 2010 está morta', diz analista    Madeira comparou Alencar a outro mineiro - o general Olímpio Mourão Filho, que, em 31 de março de 1964, precipitou o início do golpe militar que estava sendo articulado e se concretizou na madrugada de 1º de abril. "José Alencar talvez seja o general Mourão do terceiro mandato", afirmou Madeira. Além disso, o deputado do PSDB considerou que o vice-presidente "não tem idéia do que sejam as instituições democráticas".   Madeira ressaltou que a democracia são as instituições, e não quem fez mais ou quem fez menos. "É a visão tradicional das elites brasileiras de que o sucesso ou o insucesso depende do líder. O desafio é que haja instituições fortes e democráticas que independam dos personagens", disse Madeira.    

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