Alencar elogia Lula e Palocci, mas critica juros altos

O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a bater forte hoje na política de juros altos governo, classificando as taxas de "surrealistas" e "absurdas", dizendo-se "indignado" com a situação. "Temos que nos unir numa verdadeira cruzada, não para matar ninguém, mas para conscientizar o Brasil de que é preciso mudar", disse. No seu discurso na abertura do Congresso da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, o vice negou desentendimentos com a cúpula do Planalto e procurou preservar as figuras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmando que eles adotaram medidas importantes para dominar a inflação, reduzir o risco Brasil e recuperar as linhas de créditos internacionais. "Isso foi um trabalho admirável, mas foi ontem, hoje o mundo está preocupado com recessão e deflação", disse. Alencar pregou mobilização ampla para se formar "uma opinião nacional, até mesmo incutir uma cultura a essas taxas de juros despropositadas que são cobradas pelos bancos particulares brasileiros, que são absurdas", disse.Além de criticar o spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam de juros e o que cobram dos clientes), Alencar criticou também a Selic (26,5%), salientando que nenhuma atividade econômica pode dar o retorno em três anos, prazo médio de vencimento dos papéis do governo. "Isso está matando as empresas", criticou, sendo muito aplaudido por cerca de 1,5 mil empresários que enchiam o auditório do Centro de Convenções da Bahia onde o evento está sendo realizado. O vice negou desentendimentos com a cúpula do Planalto e procurou preservar as figuras do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e do presidente Lula, ponderando que eles adotaram medidas importantes para dominar a inflação, reduzir o risco Brasil e recuperar as linhas de créditos internacionais. "Isso foi um trabalho admirável, mas foi ontem, hoje o mundo está preocupado com recessão e deflação", disse.

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