Alencar diz ser favorável ao fim da cláusula de barreira

O presidente da República em Exercício, José Alencar (PRB), manifestou na tarde desta quarta-feira solidariedade ao movimento pelo fim da cláusula de barreira deflagrado por cinco partidos pequenos. Alencar, que é do PRB, um dos partidos ameaçados de perda de representatividade pela cláusula, disse ser um equívoco começar a reforma política por essa exigência eleitoral. "A reforma política não pode começar pelo cerceamento da liberdade partidária", afirmou ele ao participar de ato, juntamente representantes do PCdoB, PRB, PSOL, PSB e PVPela cláusula de barreira, os partidos são obrigados a terem 5% dos votos válidos em todo o território nacional para terem cargos na mesa diretora da Câmara e Senado e receber recursos do fundo partidário. Reforma tributáriaDepois de manifestar "solidariedade" aos pequenos partidos dizendo que quer o fim da cláusula de barreira, em ato na Câmara dos Deputados, o presidente da República em exercício defendeu, em rápida entrevista, uma reforma tributária e a redução do custo de capital, que considera "inadiável". Sobre a reforma tributária, Alencar disse que é preciso uma simplificação dos tributos. "Precisamos de uma reforma tributária bem feita", afirmou. Segundo ele, nos últimos anos o sistema tributário acabou se transformando em um "cipoal burocrático" que entrava o desenvolvimento. "Enquanto as atividades produtivas, que são todas de risco não puderem remunerar com vantagem os custos de capital - que é apenas um dos fatores de produção - é claro que não haverá crescimento nem investimento compatível com a potencialidade do crescimento da economia", afirmou. "Precisamos reduzir o custo de capital e isso é inadiável para o País crescer. E ninguém precisa ter medo da volta da inflação. Todos somos a favor do equilíbrio fiscal e da responsabilidade fiscal", disse.

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