Alencar diz que governo 'não pode facilitar' com CPMF

O presidente em exercício José Alencar disse hoje que o governo "não pode facilitar e perder tudo o que foi feito", referindo-se à discussão sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Ele afirmou também que o Brasil é hoje um país "de primeiro mundo", que não apresenta risco e, ao pagar o Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipadamente, ganhou credibilidade perante o mundo. "Isso não pode ser jogado fora", reforçou, durante cerimônia de premiação "As melhores da Dinheiro", revista da Editora Três. Para Alencar, defender a CPMF "é impopular em um primeiro momento". Segundo ele, a medida é impopular para quem não percebe que o povo entende que o governo não faz apenas o que gostaria, mas o que é preciso. Sobre o comportamento do dólar ante o real, que hoje caiu abaixo de R$ 1,80, Alencar afirmou que há algo que impede uma taxa de câmbio justa, na sua opinião. Para ele, o que perturba o câmbio flutuante são as taxas de juros "altas". "Quando elas forem competitivas com o mercado internacional, o câmbio será absolutamente legítimo", disse.

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