Alencar defende fim da autonomia de agências e do BC

Vice afirma que um dos pontos que precisam ser revistos é o mandato fixo para diretores de agências

Reuters, REUTERS

30 de julho de 2007 | 16h42

Em meio à crise aérea, ovice-presidente José Alencar defendeu, nesta segunda-feira, ofim da "autonomia e da independência" das agências reguladorasdo país e ainda incluiu o Banco Central como alvo destarevisão. "O problema da autonomia e da independência das agênciastem de ser objeto de revisão. Nós vivemos um regime democráticoe somos levados ao poder pela eleição... mas não temos o poderde autonomia das agências", disse Alencar a jornalistas apósparticipar de um evento no Copacabana Palace, no Rio deJaneiro. "Autonomia e liberdade de determinados órgãos, como asagências e o Banco Central, têm de ser revistas, do contrário,estaremos negando aquilo que é o princípio democrático... éhora de aproveitar a oportunidade que a crise trouxe paradiscutir essas coisas". Alencar afirmou que um dos pontos que precisam ser revistosé o mandato fixo para diretores de agências reguladoras. "Nãopodemos ficar diminuídos. Somos eleitos e esse povo manda maisque a gente", disse Alencar. Avaliando que "as agências não deram certo", Alencarafirmou que os rumos de um país têm de ser traçados pordecisões políticas e não por definições técnicas. "A decisão em todas as áreas não deve ser técnica, tem deser política. A técnica deve assessorar, senão, por quedemocracia? Senão, pegaríamos um monte de técnicos para tratardo país", disse Alencar. Ao comentar sobre a independência efetiva, embora nãoformal, do BC, Alencar afirmou que "essa autonomia jamaispoderia existir". Para ele, se o Banco Central fosse menos independente, osjuros poderiam estar num patamar mais baixo. "Os juros noBrasil são um absurdo... ainda falta muito para os juroscaírem. A taxa começou em 25 por cento no governo e agora émenos de 12 por cento e ainda é uma das mais altas do mundo". O vice-presidente defendeu ainda a abertura de capital daInfraero.

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