Alencar critica política de reforma agrária

O vice-presidente da República, José Alencar, criticou hoje a política de reforma agrária do governo, no fórum promovido pelo seu partido, o PL, na Câmara. Alencar disse que ainda não foi apresentado o trabalho "ideal" na reforma agrária. "É aquele história. Nós, com toda boa vontade e boa intenção, e eu afirmo que há, ainda não iniciamos o trabalho dessa natureza. Ninguém precisa ter medo de reforma agrária", afirmou o vice-presidente. No discurso, Alencar disse que o modelo ideal de reforma agrária deve contemplar núcleos residenciais com educação, saúde e orientação tecnológica e comercial às famílias assentadas. Alencar, no entanto, não disse de onde sairiam os recursos para a implantação desse modelo de reforma agrária. Limitou-se a afirmar que é preciso criar um desses núcleos e depois multiplicar a idéia pelo País.O vice-presidente voltou a criticar a política econômica e classificar de "estratosférica" as taxas de juros. ?O governo anterior nos meteu numa armadilha de política econômica alienante e transferiu para o exterior o comando do nosso destino, da nossa economia e da nossa nação", disse. Alencar salientou que ele e todo o PL são aliados do presidente Lula, mas lembrou que o Partido Liberal não é uma assembléia de notáveis, como a que existia na França, antes da revolução francesa, que era convocada apenas para dizer sim. Ele disse ainda que a crise que o País atravessa hoje seja talvez a maior crise da história. "Essa crise não nos permite uma atitude contemporizadora, sob o risco de degenerar e se transformar em crise política. Alencar afirmou que as taxas de juros cobradas no País têm sido um entrave ao crescimento econômico e um obstáculo incontornável para a geração de novos empregos e a recuperação da renda do trabalho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.