Além de sócio, Tuma diz que ouvirá primo de Renan

Tito Uchôa é acusado de ser laranja do presidente do Senado na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas

16 de agosto de 2007 | 16h27

O corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma (DEM-SP), disse nesta quinta-feira, 16,  que além do depoimento do suposto sócio de Renan Calheiros (PMDB),  João Lyra,  poderá ouvir também o primo do senador, Tito Uchôa, segundo a rádio CBN. Ele é apontado, pela revista Veja, como laranja do presidente do Senado na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas. Veja também: Cronologia do caso Renan    Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Veja especial sobre o caso Renan  O corregedor se reúne com João Lyra nesta tarde. Ele  afirmou sociedade em empresas de comunicação - duas emissoras de rádio e um jornal - que ele afirma ter mantido com o presidente do Senado. As emissoras teriam sido registradas em nome de "laranjas" (falsos proprietários).   Em carta aberta distribuída aos órgãos de imprensa, o usineiro edefende das acusações feitas contra ele por seu ex-sócio e e o chama de "hipócrita", "bajulador", de má-formação de caráter e de lhe fazer "calúnias". O senador afirmou que Lyra é acusado de "vários homicídios, inclusive crimes de mando".  Na carta, de duas páginas, Lyra afirma que "tamanha é a hipocrisia" da atitude de Renan, que, se ele (Lyra) "fosse um malfeitor" como diz o senador, como é que este explicaria à Nação o fato de ter sido recebido no gabinete da Presidência da República quando Renan assumiu o cargo de presidente interinamente. Nesta quinta, a Mesa Diretora do Senado autorizou, por unanimidade dos sete senadores presentes, encaminhar ao Conselho de Ética a terceira representação contra o presidente da Casa. Além desta, Renan já responde a outros dois processos no órgão. A primeira , a pedido do PSOL, se refere a suspeitas de que ele teria despesas pessoais pagas por lobista ligado à construtora Mendes Junior. A segunda, também solicitada pelo PSOL,  investigará se Renan teria beneficiado a cervejaria Schincariol, que comprou uma fábrica de refrigerantes falida do senador. var keywords = "";

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