Além de Olavo, deputado citado na Navalha é alvo do PSOL

Paulo Magalhães é citado na máfia das obras; partido entrou com representação no conselho

01 de agosto de 2007 | 22h00

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara recebeu nesta quarta-feira, 1º, representação contra os deputados Paulo Magalhães (DEM-BA) e Olavo Calheiros (PMDB-AL), por suposta participação na máfia das licitações públicas, descoberta pela Polícia Federal, na chamada Operação Navalha.  As fraudes teriam ocorrido no programa "Luz Para Todos", do Ministério das Minas e Energia. A denúncia levou à renúncia do então ministro Silas Rondeau sob a acusação de receber propina, o que ele nega. O esquema seria liderado pelo empresário Zuleido Veras, da construtora Gautama. "Segundo a Polícia Federal, uma conversa entre Zuleido e o deputado Paulo Magalhães mostra que em 4 de abril eles combinaram uma forma de pressionar ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar beneficiar a Gautama em processos relativos a licitações e contratos da empresa para realização de obras", afirma o PSOL no documento. Contra Olavo Calheiros, o partido cita conversa gravada entre Zuleido e a diretora da Gautama Fátima Palmeira, na qual eles falam sobre uma emenda beneficiando a empresa que teria sido apresentada por Calheiros. Cervejaria  O PSOL cita ainda, em relação a Olavo Calheiros, acusações de que a cervejaria Schincariol teria comprado por R$ 27 milhões uma fábrica de refrigerantes avaliada em no máximo R$ 10 milhões, pertencente a Olavo Calheiros. A denúncia também recai sobre Renan, que teria beneficiado a empresa em troca do negócio suspeito. (Com Agência Câmara)

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