Além de Lima, outro defensor de Renan poderá relatar processo

Inácio Arruda (PCdoB) deverá integrar o conselho com a saída de Epitácio Cafeteira, que já ocupou a relatoria

03 de outubro de 2007 | 13h40

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) deverá ser indicado para dividir com o senador Almeida Lima (PMDB-SE) a relatoria no Conselho de Ética do terceiro e quarto processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PTB-AL). Inácio Arruda, um dos maiores defensores do presidente do Senado, deverá integrar o Conselho na vaga deixada com o afastamento do Senador Epitácio Cafeteira (PMDB-MA). Veja também: Renan nega ter batalhado para ter aliado como relatorRelator Almeida Lima diz que não é advogado de Renan Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   A entrada de Inácio Arruda no Conselho de Ética depende agora de uma indicação da líder do PT, Ideli Salvati (PT-SC), de nome do bloco governista. Na última terça, o presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), decidiu recuar da decisão de unificar as representações de número três (que trata da suposta compra de duas rádios e um jornal por intermédio de laranjas) e 4 (que aponta suposta coleta de propina em Ministério do PMDB). Quintanilha afirmou que o senador Almeida Lima irá relatar um dos processos.   O gesto atendeu a oposição, que se posiciona contra a relatoria de dois casos na mão do senador Almeida Lima (PMDB-SE), integrante da tropa de choque de Renan. Quintanilha, por outro lado, sinalizou que os relatórios não devem ser votados este ano.  O presidente do conselho deu prazo preliminar de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias, para que os dois relatores façam pareceres sobre os respectivos processos. E não deu nenhuma garantia de que as duas representações venham a ser julgadas ainda este ano. "Eu não dou garantia nenhuma. Tudo vai depender dos relatores", afirmou. Ele ressaltou que só resolveu desmembrar as duas representações diante do apelo da maioria dos senadores. 

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