André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Além de Delúbio: relembre outros ex-tesoureiros do PT que foram presos

Paulo Ferreira e João Vaccari Neto, que atuaram como tesoureiros do partido no passado, também foram sentenciados pela Operação Lava Jato

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 06h30

Após se entregar à Polícia Federal na tarde de quinta-feira, 24, Delúbio Soares foi o terceiro ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores atingido pela Operação Lava Jato. Condenado a seis anos de reclusão por lavagem de dinheiro, Delúbio entra, agora, em um grupo que conta também com Paulo Ferreira e João Vaccari Neto, responsáveis pelas finanças do partido nos últimos anos. 

Delúbio já havia sido condenado anteriormente no escândalo do mensalão. O ex-tesoureiro foi preso em regime semiaberto em novembro de 2013. Em setembro de 2014, passou para o regime aberto. Agora, condenado na Lava Jato, perdeu seus últimos recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e se entregou à PF. A defesa de Delúbio afirma que "provará que (ele) é inocente perante os Tribunais Superiores, onde espera ser julgado com isenção".

João Vaccari Neto, tesoureiro do partido entre 2010 e 2014, é acusado de  participar de um esquema de pagamento de propinas em licitações de obras da Petrobrás. Segundo as investigações, seu trabalho seria receber dinheiro de empreiteiras e beneficiá-las com contratos com a companhia petrolífera.

Vaccari Neto, que está preso desde abril de 2015, foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sua pena inicial era de dez anos, mas passou para 24 após decisão do TRF4 em novembro de 2017. À época, a defesa de Vaccari disse que a sentença se baseou na "palavra de um delator" e que "continua a confiar na Justiça brasileira." 

Outro tesoureiro envolvido na Operação Lava Jato é Paulo Ferreira, que atuou entre 2005 e 2010. Ele foi condenado a nove anos e dez meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A denúncia contra Ferreira envolve o pagamento de R$ 20 milhões em propinas relativas a contratos da Petrobrás. Paulo Ferreira já foi preso, mas hoje responde em liberdade. Ele reafirma sua inocência e diz que vai recorrer.

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