Aleluia sonha com acordão da base aliada para aprovar CLT e IR

Diante das dificuldades que o governo está enfrentando na Câmara para aaprovação de matérias consideradas importantes, o vice-líder do PFL, deputado JoséCarlos Aleluia (BA), propôs a formalização de um acordo entre os líderes dogoverno e dos partidos da base aliada para concluir o ano legislativo. ?Seria uma espécie de pacote operacional para fechar o ano, envolvendo justamente a base aliada do governo, que não está votando?, disse o líder. Na sua avaliação, o ministro Arthur Virgílio(PSDB-AM), da Secretaria Geral da Presidência da República, tem todas as condiçõesde patrocinar esse acordo que, no seu entender, poderia convidar também a oposição.?O estilo de Arthur Virgílio define uma reação de uma diplomacia com pouca renda nopunho mas com muito punho?, ressaltou o pefelista, acrescentando que o ministro teveuma atuação exemplar ontem quando procurou não só parlamentares como tambémfuncionários do governo em busca de votos para a aprovação do projeto alterand o alegislação trabalhista. Além do projeto da CLT, o acordo envolveria outras matérias como a correção do imposto de renda de pessoas físicas - a próxima batalha do governo, caso consiga votar as alterações na CLT- e , sobretudo, o Orçamento da União para o próximo ano. O governo deseja aprovar, por sua vez, ainda este ano a regulamentação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) para substituir a atual Parcela de Preços Especiais (PPE) que incide sobre os combustíveis. A proposta de emenda constitucional (PEC) dos combustíveis deverá ser votada em segundo turnopelo Senado no próximo dia 10.

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