Aleluia prevê dificuldades para aprovar reforma da previdência

O líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), previu hoje que o governo terá dificuldades para aprovar a reforma da Previdência no Congresso, sobretudo a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos. "Claro que vai ter problema", afirmou o líder, acrescentando que a própria base parlamentar do governo Fernando Henrique Cardoso impediu a aprovação da taxação dos inativos. "O PFL não votou a favor no passado", contou, lembrando que havia também, como agora, apoio dos governadores. "Estou vendo a repetição de um filme", disse. Aleluia disse ser favorável a outros itens da reforma da Previdência, como o aumento do teto para R$ 2.400. Ele quer também regras de transição para as aposentadorias do servidor público e está disposto a discutir as questões mais polêmicas com o funcionalismo público. "A reforma da Previdência é mais agressiva e uma violência que o governo do PT está fazendo com a CUT", disse Aleluia. ViabilidadeAo contrário da reforma da Previdência, as mudanças tributárias têm mais viabilidade de aprovação no Congresso, avaliou hoje o líder do PFL, deputado José Carlos Aleluia (BA). Segundo ele, o PFL tentará ampliar a reforma, mas considerou que houve avanço nas propostas. O pefelista defendeu, por exemplo, o repasse de parte das receitas da CPMF e da Cide (Contribuição sobre Int ervenção no Domínio Econômico) para os Estados, uma reivindicação dos governadores que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, prometeu examinar no futuro. Aleluia informou que após os feriados, fará uma reunião da bancada para discutir as Medidas Provisórias em pauta e aproveitará para fazer uma breve avaliação das propostas aprovadas ontem na reunião do pres idente Luiz Inácio Lula da Silva com os 27 governadores. Veja o índice de notícias sobre as reformas

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