Aldo recusa prévia entre aliados para definir candidato

O presidente da Câmara e candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou nesta quinta-feira não concordar com uma votação prévia na base aliada para definir uma candidatura única à presidência da Casa. De acordo com ele, o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta, no Palácio do Planalto, não alterou a disputa pela sucessão.O adversário de Aldo, o líder do governo Arlindo Chinaglia (PT-SP) já havia dito que poderia se submeter a uma eleição prévia, mas o presidente da Câmara não concorda em excluir a oposição nessa escolha. Para ele, a candidatura deve ter como prerrogativa a representação da instituição como um todo. "O esforço pela unidade é desafio para todas as lideranças e para todos os partidos", disse Aldo a jornalistas.O presidente da Câmara disse também que, durante o encontro com Lula, relatou os apoios que tem conseguido junto aos partidos da base aliada, da oposição e entre os governadores. Ele afirmou ainda que ressaltou a necessidade de o próximo presidente da Casa ter um amplo apoio e transitar livremente entre os diversos segmentos políticos. De acordo com Aldo, o diálogo entre governo e oposição se faz, mais uma vez, necessário. "A composição da agenda exige um diálogo permanente, sem excluir divergências", disse. "Excluir de qualquer negociação a base seria inaceitável e excluir a oposição criaria um ambiente desfavorável".Encontro com LulaAldo e o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), reuniram-se separadamente nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, Lula pediu aos dois um acordo que permita definir um candidato único à presidência da Casa.O presidente teria pedido aos candidatos que eles definam uma posição até, no máximo, o dia 15 de janeiro, quando ele deve retornar do Guarujá, onde foi aproveitar suas férias de dez dias. Em resposta, os dois relataram a Lula os avanços de suas campanhas e as dificuldades de recuar agora.Vaga de ministroNa tentativa de evitar mais uma derrota para o governo e conseguir um consenso entre os dois candidatos, Lula deve oferecer um ministério em seu segundo mandato para aquele que desistir de disputar a presidência da Câmara. De acordo com o Estado, auxiliares de Lula negaram que se trate de prêmio de consolação.A eleição que definirá a sucessão na Casa está marcada para o dia 1º de fevereiro. A preocupação do presidente é evitar o que aconteceu em 2005, quando o PT lançou dois candidatos ao cargo - Luiz Eduardo Greenhalgh e Virgílio Guimarães - e ambos perderam para Severino Cavalcanti (PP-PE).

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