Aldo nega que recepção a deputados tenha fim eleitoreiro

O candidato à reeleição para a Presidência da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), defendeu na última quarta-feira o seminário que está sendo preparado para receber os novos deputados, a dois dias da eleição da nova Mesa Diretora da Casa. Aldo concorre ao cargo com os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR)e nega que as boas-vindas o favoreçam na disputa. Ainda segundo o deputado, a vinda dos deputados eleitos a Brasília antes da posse é um procedimento comum da Câmara. Fruet criticou a iniciativa da Câmara em realizar um "programa de ambientação" para os novos parlamentares eleitos em 1º de fevereiro, com duas palestras de Aldo. "Esse negócio de querer mudar certas práticas na véspera da eleição, às vezes pode dar um efeito contrário, em especial com os novos deputados que se elegeram contra a idéia do mensalão. Ter um canal de diálogo com a Câmara dos Deputados é muito bom, agora, imaginar que isso vá dar efeito no processo de votação é desprezar a capacidade de percepção dos novos parlamentares".As despesas de passagem e hospedagem - incluindo acompanhante -, segundo Aldo, estão previstas no orçamento, uma vez que antes do dia 1º de fevereiro ainda não podem dispor das cotas e benefícios a que têm direito. Aldo ressaltou que todos os 513 deputados foram convidados a participar do evento.Nesta quinta-feira, Aldo recebeu a visita da deputada de seu partido Manuela D´Ávila (PCdoB-RS), que foi eleita presidente da Câmara em simulação feita na última quarta-feira com a urna eletrônica. "É um bom presságio", comentou Aldo em tom de brincadeira quando soube do resultado. "Se soubesse disso antes teria renunciado para que ela fosse a candidata do partido", disse na última quarta.Este texto foi ampliado às 17h42

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