Aldo nega que Câmara esteja defendendo deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), negou nesta sexta-feira que a instituição esteja tendo um comportamento corporativista em relação à lista de parlamentares a serem investigados na Operação Sanguessuga. "A Câmara não é foro para investigação da Polícia Federal ou do Judiciário. Cabe à Câmara apenas acompanhar as investigações", afirmou o presidente, detalhando que os 170 nomes de envolvidos na operação "surgiram da precipitação de quem divulgou a lista"."A Câmara não está de forma nenhuma protegendo ninguém. É uma informação errada de que há 170 nomes; há uma lista com 62 nomes, dos quais a diretoria decidiu encaminhar alguns, por haver indícios colhidos nas transcrições das fitas da PF", completou o deputado.Indagado sobre a possibilidade de instalar uma CPI para investigar as denúncias de corrupção do caso das ambulâncias, Aldo disse que "a CPI é uma prerrogativa da Câmara e quem deve decidir sobre sua instalação é a Casa. Até agora não tenho nenhum pedido neste sentido. Acho que em função de ano eleitoral, a investigação deveria caber ao Ministério Público".Sobre a hipótese de se fazer um pronunciamento público sobre o assunto, Aldo Rebelo disse que ainda não ouviu os lideres para saber a opinião deles, mas que o fará ao regressar a Brasília da viagem que faz a Buenos Aires, onde participou de um seminário na Universidade 3 de Fevereiro.Aldo viajou a Buenos Aires para contornar as restrições legais que tornam inelegível o candidato que ocupar algum cargo no Executivo seis meses antes das eleições. Devido à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Áustria e do vice José Alencar à Costa Rica, para a posse do presidente Oscar Arias, Aldo teve de sair do País para não perder o direito de disputar as eleições deste ano. Com isso, deixou que a Presidência fosse exercida interinamente pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cujo mandato é de oito anos e não precisa disputar as eleições de outubro próximo.

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