Aldo não descarta candidatura à presidência da Câmara

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), não descartou sua candidatura à reeleição no cargo, mas ressaltou que não está pleiteando a função. As declarações foram feitas a internautas que participaram de uma sala de bate-papo com Aldo no site da Agência Câmara durante a manhã desta terça-feira, 21. "Nem eu nem meu partido apresentamos a minha candidatura à reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Examinaremos a situação em função da manifestação, se vier a ocorrer, de partidos amigos ou aliados", respondeu.Aldo afirmou que não há impedimento para que eventualmente ele concorra ao cargo pelo fato de seu partido, o PCdoB, não ter superado a chamada cláusula de barreira - a regra exige que, para funcionar plenamente, o partido precisa ter obtido 5% dos votos válidos do País na eleição passada para deputado federal. O PCdoB conseguiu 2,12%."Há três condições para ocupar a presidência da Câmara. Primeira, ter sido eleito pelo povo. Segunda, ser candidato. Terceira, reunir os votos suficientes para ser eleito. Qualquer deputado, mesmo como candidato avulso, pode pleitear a presidência da Câmara", disse Rebelo, reafirmando estudo preliminar da assessoria jurídica da Casa e da Secretaria Geral da Mesa, segundo o qual basta ter mandato para disputar a presidência da Casa. Aldo negou que haja negociação para a indicação de seu nome. "Eu só seria candidato se houvesse apoio de outros partidos, o que, pelo menos até agora, não aconteceu", afirmou. Outra internauta lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostaria de mantê-lo no cargo, mas que a tradição da Casa dá ao partido com maior número de deputados a preferência para ocupar a função, neste mandato, o PMDB. "A indicação do nome para eleição à presidência da Casa cabe, historicamente, ao maior partido, mas os últimos acontecimentos mostraram que o nome indicado tem que ter aceitação entre os deputados. Eu não pleiteio a reeleição, até porque esse é um processo que tem de ser construído e decidido em comum acordo com a maioria da Câmara - não pelo desejo pessoal de um ou outro parlamentar", comentou.

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