ALDO FORNAZIERI

PROFESSOR DA ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 22h49

A tendência de declínio do número de participantes nas manifestações era previsível. Afinal de contas, são protestos que não têm líderes visíveis nem estruturas partidárias ou organizações da sociedade civil capazes de mantê-los ativos por tempo prolongado. O “Fora Dilma”, por sua vez, é um desejo que não encontra respaldo na realidade, pois o impeachment não tem acolhida política e jurídica.

Assim, se não surgirem fatos novos e contundentes, a tendência é a de que os protestos se esvaziem. Mas como a situação econômica do País deve se agravar, ao menos neste ano, com aumento do desemprego, inflação e estagnação econômica, o mais provável é que o descontentamento deságue em reivindicações concretas, empalmadas por movimentos sociais e sindicais, com pautas definidas e passíveis de negociação. 

Na medida em que nem governo nem oposição apresentam saídas razoáveis para a crise, ela deve se naturalizar na sociedade. O governo deve chegar até 2018 sem que os grandes problemas do País sejam resolvidos.

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