Aldo diz que ainda não é candidato à reeleição na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que ainda não é candidato à reeleição. Para o deputado, ainda há muito tempo para que um conjunto de partidos "abracem uma candidatura", mesmo que não seja a dele. "Vou examinar. Sempre há tempo para lançar candidaturas. Isso não significa que tenha que haver precipitação", disse. Ele deu entrevista nesta segunda-feira antes de participar da abertura do seminário "Sociedade: Diálogo com as Forças Armadas", no auditório da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, no Rio. "Não é um projeto pessoal (a candidatura). A presidência da Câmara exige um projeto para o Poder Legislativo, para a própria Câmara, para o País", afirmou. Sobre informações de que a candidatura do líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), à presidência da Câmara, é incentivada pelo ex-ministro José Dirceu, Rebelo afirmou que seria "legítimo" que ele tentasse influenciar na vida do seu partido. No último domingo, reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo, apontava a influência de Dirceu para a eleição do presidente da Câmara. Segundo o diário, a vitória de Chinaglia facilitaria a operação de conceder anistia ao ex-ministro, cassado em 2005 e inelegível até 2015. Ainda de acordo com a reportagem, em caso de vitória na Câmara, os petistas favoráveis ao retorno de Dirceu passariam a coletar 1,5 milhão de assinaturas pelo País para que seja apresentado um projeto de lei pedindo sua anistia no Congresso. A idéia é mostrar que a iniciativa de anistiar o ex-ministro partiu da sociedade. O presidente da Câmara disse acreditar que o orçamento de 2007 será votado antes do prazo determinado, que é 22 de dezembro. Ele disse não conhecer qualquer movimento de deputados para atrasar a votação sem a liberação dos recursos das emendas de 2006, como mostrou o Estado no último domingo. O Executivo só autorizou a execução de 33,1% das obras e serviços indicados por deputados e senadores, causando insatisfação principalmente na oposição, menos beneficiada. "Creio que a comissão de orçamento seguirá o seu ritmo. Já avançou na discussão e indicou os relatores setoriais. Acho que teremos condições de cumprir o calendário", afirmou. Este texto foi alterado às 14h54 para acréscimo de informação

Agencia Estado,

04 Dezembro 2006 | 14h17

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