Aldo defende orçamento impositivo em carta-compromisso

Na disputa pela reeleição, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), defendeu em carta-compromisso enviada nesta segunda-feira aos deputados o chamado orçamento impositivo para as emendas dos parlamentares. Isso significa que o governo seria obrigado a executar a parte do Orçamento cujas despesas sejam apresentadas pelos deputados e senadores. A medida é polêmica e não é do agrado do governo, que quer ter maior liberdade para gastar de acordo com os seus interesses.Aldo propõe também outra mudança que atinge o governo. O presidente da Câmara critica a edição de medidas provisórias e diz ser urgente a mudança na tramitação das MPs "em benefício dos interesses do parlamento e da democracia". O presidente da Câmara argumenta que o Legislativo não pode ficar refém das MPs. "Podemos aperfeiçoar o atual sistema orçamentário ao adotar o modelo impositivo de imediato em algumas rubricas, como é o caso das emendas parlamentares", afirmou Aldo, sobre o Orçamento impositivo. A correspondência de Rebelo foi enviada nesta segunda aos deputados pedindo votos para sua reeleição.Na carta, Aldo trata de outro ponto de interesse dos deputados: o aumento salarial. Ele defende que, ao longo do tempo, haja isonomia entre os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do presidente da República, dos ministros de Estado, dos deputados e dos senadores. No mês passado, o Supremo anulou o reajuste dos parlamentares de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, o valor dos subsídios dos ministros do STF.Chinaglia também enviou nesta segunda-feira a carta-compromisso aos deputados. Ele defende uma solução imediata para a questão dos salários. "Não há temas proibidos, sejam as condições de trabalho, a relação independente e harmônica com os outros Poderes, a remuneração dos deputados e senadores que resolveremos de imediato fazendo um debate breve, sereno e transparente", afirmou Chinaglia na carta.

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