Aldo considera candidatura alternativa à Câmara legítima

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse nesta sexta-feira que considera legítima qualquer candidatura ao comando da Casa. Na quinta, um grupo de parlamentares de sete partidos decidiu lançar um candidato alternativo para a disputa. Entre os cotados, figuram Fernando Gabeira (PV-RJ), Raul Jungmann (PPS-PE), Luiza Erundina (PSB-SP) e Carlos Sampaio (PSDB-SP)."Eu creio que o surgimento de candidaturas é um sinal da democracia, afirmou Aldo. "Seria arrogante e pretensioso de minha parte reconhecer legitimidade na minha candidatura e não na dos outros". O presidente da Câmara falou a jornalistas ao sair da Casa para participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção da lei que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.Candidato alternativoOs parlamentares do PMDB, PSDB, PPS, PSB, PSOL, PV, além dos petistas Walter Pinheiro (BA) e José Eduardo Martins Cardozo (SP) devem definir o nome do terceiro candidato à presidência da Câmara na próxima segunda-feira. Eles alegam que os candidatos já lançados - Aldo e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) - não têm condições de resgatar a imagem do Congresso.A avaliação deles é de que a Câmara precisa de um presidente que seja independente em relação ao Planalto, contrário à cultura de privilégios que levou os parlamentares a tentar dobrar seus salários e favorável à punição de deputados atingidos por denúncias de corrupção.Reação do governoO ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse, em entrevista ao Estado, que o surgimento de um terceiro candidato "seria ruim para toda a base do governo". Tarso acredita que haverá uma solução para a disputa entre Aldo e Chinaglia antes do dia 20.O ministro lembrou aos dois candidatos que eles não poderão radicalizar a disputa a ponto de dar oportunidade para uma terceira candidatura. "Lembremo-nos da eleição de Severino Cavalcanti", disse, referindo-se à derrota, em 2005, dos candidatos petistas Luiz Eduardo Greenhalgh e Virgílio Guimarães. Na ocasião, ambos perderam a eleição para Severino Cavalcanti (PP-PE).

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