Aldo assume Presidência da República nesta segunda

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), deverá assumir pela primeira vez nesta segunda-feira o exercício a Presidência da República do País. O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo para a Venezuela, onde deve participar da inauguração de uma ponte sobre o rio Orinoco, em Ciudad Guaiana. Aldo é o segundo na linha sucessória, mas como o vice-presidente José Alencar está em licença de 30 dias para tratamento médico, cabe a ele assumir o cargo. O presidente Lula embarcará às 19h30 de domingo e retornará no final da tarde de segunda-feira.Alencar, está em Nova York para retirar um tumor maligno do abdômen, na próxima sexta-feira. Alencar deve retornar ao Brasil em 25 de novembro. Em entrevista concedida ao Jornal Hoje, da TV Globo, na última quinta, o vice-presidente afirmou estar se sentido bem e que a doença está no estágio inicial. Também disse que os médicos estão bastante otimistas. Como presidente em exercício, Aldo abrirá ciclo de palestras sobre políticas públicas na Fundação Mario Covas nesta segunda. O presidente da Fundação Mario Covas, Antonio Carlos Rizeque Malufe, informou à Agência Estado que o presidente da Câmara já confirmou presença no evento e disse que a agenda está mantida, mesmo depois de saber da possibilidade de estar no exercício da Presidência da República. TrajetóriaNeste ano, Aldo foi eleito para o quinto mandato na Câmara. Da tropa de choque do presidente Lula, ele foi um dos poucos que não foi atingido pelos sucessivos escândalos que atingiram o governo e a base aliada. Recebeu críticas por não agir de forma mais dura nos processos de cassação de petistas envolvidos no esquema do mensalão. Com a renúncia do então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), em 2005 por suspeita de corrupção, Aldo assumiu o posto. A disputa pela vaga foi acirrada. Aldo teve 258 votos contra 243 de José Thomaz Nonô (PFL-AL) numa segunda eleição. A primeira terminou empatada.Na Câmara, Aldo se destacou pela defesa do governo Lula e por projetos polêmicos, como a proposta para acabar com o estrangeirismo na língua, a que prevê a criação o dia do Saci-Pererê e a que obriga a adição da farinha de mandioca na farinha de trigo para a fabricação do pão. Em 2001, presidiu a CPI da CBF, que levantou denúncias contra o presidente da entidade, Ricardo Teixeira. Já no governo Lula, ele evitou travar novos embates com Teixeira.Colaboraram Elizabeth Lopes e Leonencio NossaEste texto foi alterado às 19h29 para acréscimo de informação

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