Aldo aposta na vitória mesmo com decisão do PMDB

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo(PC do B-SP) avaliou que, mesmo com a decisão do PMDB de apoiar o seu adversário na disputa pelo cargo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sua candidatura tem condições de sair vitoriosa em uma eleição democrática. A decisão do PMDB, nesta terça-feira, foi por maioria de votos. Votaram 64 peemedebistas, de um total de 90. Chinaglia recebeu 46 votos e Aldo ficou com 11, de acordo com o resultado final apurado. De acordo com a regra estabelecida no início da reunião, mesmo os que não votaram em Chinaglia devem apoiar sua candidatura, seguindo a decisão da maioria. Aldo disse que continua contando com votos de deputados da bancada do PMDB. "Reafirmamos que a nossa candidatura vai até a vitória com o apoio dos partidos que até agora integram a nossa campanha e de muitos parlamentares do PMDB", afirmou. "Sei que conto com o apoio, que irá até o fim, de muitos companheiros do PMDB e tenho o apoio já de vários partidos como o PSB, PC do B, PFL e PMN", completou. Aldo afirmou que está conversando ainda com o PSDB, PDT, PL e PTB. Com os apoios que conseguiu e com as conversações em curso, ele acredita que ganhará as eleições marcadas para o dia 1º de fevereiro. Aldo reafirmou que não retirará sua candidatura porque ela não pertence mais a ele próprio mas aos deputados que o apóiam. "Nessa circunstância, minha candidatura deverá ir até a eleição". Ele disse que reconhecia que seria importante se tivesse o apoio da bancada do PMDB, mas lembrou que já tem a manifestação de apoio de peemedebistas com quem poderá contar, além dos deputados de outros partidos. "Meu trunfo é o apoio amplo", disse. Para o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, a decisão do PMDB deve influenciar os demais partidos. Ele também admitiu que a disputa pelo comando da Câmara entre os deputados Aldo e Chinaglia deverá chegar ao plenário, no dia 1º de fevereiro. De nada adiantaram as tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros, nas últimas semanas, para evitar que os dois candidatos estendessem a disputa. Na noite da última segunda-feira, Tarso se reuniu com os presidentes dos 11 partidos da base de coalizão do governo, que contam com cerca de 350 dos 513 deputados para ouvir a opinião deles sobre a sucessão na Câmara. Ele não desmentiu nem confirmou notícia de que, na reunião, Chinaglia tinha 70% da preferência no placar feito pelos presidentes dos partidos. Além do PMDB e do PT, a base do governo é formada por PSC, PSB, PCdoB, PP, PR, PV, PDT, PTB e PRB.

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