Aldo acha ´secundário´ avaliar efeitos de 3ª via na Câmara

O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato à reeleição, evitou comentar as conseqüências que poderia ter sobre sua candidatura o eventual lançamento de um terceiro candidato na campanha pela presidência da Casa. "É secundário se uma terceira via trará conseqüências para beneficiar ou não a minha candidatura, ou a de Arlindo Chinaglia (PT-SP)", afirmou ao chegar ao Congresso. Aliados de Aldo consideram que o surgimento de um terceiro candidato poderia levar a disputa para um segundo turno e favorecer a candidatura do presidente da Câmara. Segundo eles, Aldo contabiliza cerca de 225 votos. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisaria obter 257 votos.No entanto, Aldo afirmou que todas as candidaturas são legítimas e que seria pretensioso julgá-las. "Trabalho para ganhar no primeiro turno", disse ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de o lançamento de um terceiro candidato levar a eleição para um segundo turno. VulnerávelO presidente da Câmara tem confiança na vitória e afirmou que a candidatura de Chinaglia é vulnerável. "Eu acho que há muitos flancos descobertos no exército adversário. Há muita vulnerabilidade. Estamos com força firme e concentrada. Minha estratégia é mais eficiente", disse Rebelo.Ele voltou a criticar promessas de cargos que, de acordo com o que leu nos jornais, estariam sendo feitas aos partidos pelo petista em troca de apoio. "Na condição de candidato que pode ser atingido por esse tipo de movimento, devo censurar (as promessas)", declarou. E concluiu: "A gente não acredita em tudo, mas desconfia de muita coisa." Na Câmara, os deputados da chamada terceira continuavam reunidos para definir posição na disputa. O deputado tucano Gustavo Fruet (PR), um dos nomes mais cotados, está presente no encontro. Sua candidatura pela terceira via foi sugerida por 13 deputados do PSDB.

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