Alckmin vota e diz que Serra foi 'guerreiro'

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), votou hoje por volta das 10 horas (horário de Brasília) no Colégio Santo Américo, no Morumbi, na zona sul da capital paulista. Ele classificou o presidenciável tucano José Serra como "guerreiro", negou que a campanha tenha sido regada a "baixarias" e disse que, se o tucano for eleito, fará um governo "republicano".

ROBERTO ALMEIDA, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 11h35

"Não tem ficha de filiação partidária. Serra vai trabalhar para todos", afirmou Alckmin, confiante na vitória do candidato de seu partido. "Da mesma forma, nós trabalharemos, sem ficha de filiação partidária", observou, em referência a sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes, que se inicia a partir do ano que vem.

O governador eleito votou acompanhado do atual governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), do prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), e de sua mulher, Lu Alckmin. O tucano negou a possibilidade de derrota nas urnas. "Mário Covas dizia que diante das adversidades há três caminhos: enfrentar, bater e vencer. A eleição está em curso", anotou.

Alckmin esquivou-se de perguntas dos jornalistas que citavam uma eventual vitória da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e uma possível reestruturação do PSDB no futuro. Ele agradeceu a todos que ajudaram na campanha de Serra. "Essa campanha teve uma grande participação dos partidos da nossa aliança, das lideranças políticas. E de outro lado eu destacaria o grande trabalho voluntário das pessoas. É bonito esse envolvimento da população", considerou.

O governador, que teve 2 milhões de votos a mais que Serra no primeiro turno em São Paulo, espera que, neste momento, votos que antes foram para a ex-presidenciável verde Marina Silva passem para o postulante do PSDB. "Não devemos fazer prognósticos e aguardar as urnas, mas quem votou em Marina, a tendência maior é votar em Serra agora", disse.

Com relação à transição do governo paulista, o tucano agradeceu ao governador Goldman pela criação do primeiro grupo de trabalho, que deve começar suas atividades durante esta semana. Alckmin acompanha a contagem dos votos em casa e passa os próximos dois dias em seu sítio em Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal. "Cuidando dos netinhos", emendou Lu Alckmin.

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