Alckmin volta a defender veto de Dilma aos royalties

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu que o Congresso não derrube os vetos relativos aos royalties dos contratos em andamento, feitos pela presidente Dilma Rousseff. Alckmin disse que, com a derrubada do veto, São Paulo deixará de arrecadar R$ 4 bilhões entre 2013 e 2020.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

06 de março de 2013 | 16h23

Para o governador paulista, as questões federativas, como royalties, comércio eletrônico, fundo de participação dos Estados, alíquota de ICMS e a questão da dívida estadual, têm de ser discutidas em conjunto. "Nós defendemos que as questões federativas não sejam tratadas de forma fatiada. Têm cinco temas federativos. É ruim tratar isso de forma fatiada porque resolve um; depois, outros. O ideal era tratar em conjunto porque alguém vai ganhar, alguém vai perder nestes debates. Se você analisa e procura avaliar o conjunto, mantém a Federação mais equilibrada, e gera menos conflito", recomendou.

Depois de lembrar que, há 15 dias, reuniu-se com 70 deputados e três senadores para falar sobre a necessidade de não derrubar o veto de Dilma aos royalties, Alckmin reiterou: "Somos favoráveis ao veto porque o que já está contratado, já tem regras estabelecidas". Mas o governador reconheceu que "cabe ao Congresso dar a última palavra".

Questionado se a presidente Dilma fez "corpo mole" ao não pressionar a base para manter o veto e que, com isso, espalhava a cizânia entre os Estados, o governador Alckmin evitou polemizar. "O esforço deve ser feito para harmonizar interesses da Federação", disse. Lembrado que, quando a presidente Dilma quer, "passa o trator" no Congresso, ele respondeu: "A presidenta vetou. É o que cabia ao Executivo fazer. Agora cabe ao Congresso decidir".

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