Alckmin vai aumentar 'Bolsa Família paulista'

A proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de dar maior atenção à área social, anunciada ontem em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, tem contornos definidos e já começou a sair do papel. Os quatro pontos básicos são a unificação dos principais programas na Secretaria de Desenvolvimento Social, a rápida expansão do número de beneficiados, a busca de parcerias com o governo federal e o fortalecimento de programas que abram portas de saída para as famílias.

AE, Agência Estado

09 de janeiro de 2011 | 11h33

"Não podemos deixar que se estabeleça uma relação de eterna dependência entre o poder público e as famílias mais pobres", explicou o secretário Paulo Alexandre Barbosa, numa tentativa de diferenciar a proposta tucana da existente na esfera federal, criticada por alguns setores porque não ofereceria portas de saída dos programas. "Qualificar as pessoas para o trabalho será uma atividade fundamental."

As metas de ampliação do número de beneficiados dão uma ideia de como o governo pretende atuar. O Programa Ação Jovem, que hoje atende 91 mil jovens entre 15 e 24 anos, deve chegar ao fim de 2011 com 200 mil atendidos - um salto de quase 120%. Em valores atuais, cada um deles receberá R$ 80 mensais, em seu próprio nome, por um período de até três anos. O Programa Renda Cidadã, que foi criado na primeira gestão de Alckmin e garante R$ 80 mensais a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, será expandido. Segundo o secretário, passará de 133 mil famílias para 185 mil até dezembro.

O governo não sabe quanto sairá do Tesouro para esses programas. Segundo o secretário, a proposta é estabelecer metas e depois procurar recursos, especialmente por meio de suplementações orçamentárias. Em 2010, os gastos na área social atingiram cerca de R$ 500 milhões.

Parcerias - Na quarta-feira, o secretário vai a Brasília encontrar a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. "Queremos ter boas parcerias", afirmou. Para Barbosa - ex-secretário adjunto de Gabriel Chalita na Educação e próximo do movimento católico Renovação Carismática -, é possível unir petistas e tucanos em ações sociais. "A prioridade dada pela presidente Dilma Rousseff ao combate à miséria é a mesma do governador Alckmin. Erradicar a miséria não é uma bandeira partidária, mas uma tarefa de toda a sociedade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
governoAlckminBolsa Família

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.