Alckmin vai ao encontro do PSDB em Belém

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou hoje que participará do encontro do partido, no sábado, em Belém. Na reunião, deve ser discutida a estratégia a ser adotada pela legenda na sucessão presidencial, em 2002. "Não estava no meu programa, mas acho que é importante o partido se reunir, discutir temas de interesse do País e do partido", disse Alckmin. Organizada pelo governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira (PSDB), o encontro reunirá governadores, ministros, deputados federais e líderes do partido. Entre os temas que devem ser abordados está a mudança na direção nacional da legenda, mas Alckmin não revelou quem prefere na presidência nacional. Ele limitou-se a citar os nomes que estão sendo cogitados.Entre eles, estão os do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, dos líderes do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), e no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), do seu secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, José Aníbal, e do deputado Alberto Goldman (PSDB-SP). "Acho que o partido tem vários bons nomes; também podem surgir outros nomes. Mas a definição é um processo coletivo de discussão interna."Sobre a realização de uma prévia para escolher o candidato à presidência da República, Alckmin disse que é favorável, mas só em 2002. "Vejo com simpatia. Quanto mais ampla a consulta, mais perto da sociedade se está. É saudável estimular a democracia interna e a escolha de candidato para um cargo majoritário é um momento alto na vida de um partido, mas só deve ser discutida no ano que vem", afirmou Alckmin.Ele reafirmou que não é momento para a realização de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar corrupção no governo, como está articulando a oposição, e acha que não há ligação entre a atuação do PT em Brasília e a do PSDB na Assembléia Legislativa paulista, que deseja instalar uma CPI para investigar os contratos de coleta de lixo da Prefeitura de São Paulo."CPI não deve ser instrumento político-partidário; não é palanque. É um instrumento de grande significado, que deve ser reservado a situações de extrema importância e de foco muito explícito em relação ao que se deseja."

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