Alckmin vai à convenção do PSL e ataca Marta e Kassab

Durante o ato, partido nanino confirmou apoio à candidatura tucana à Prefeitura de São Paulo

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2008 | 19h46

Geraldo Alckmin, do PSDB, ganhou neste domingo, 29, o esperado reforço de mais um nanico, o Partido Social Liberal (PSL), e aproveitou a convenção do aliado para censurar a gestão de um de seus rivais diretos, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Em pronunciamento para cerca de 250 integrantes do PSL – agremiação sem nenhum representante no Congresso, na Assembléia e na Câmara Municipal –Alckmin criticou o que chamou de precária iluminação das ruas, a falta de vagas nas creches e de leitos nos hospitais da periferia e os ônibus "que andam a 9 por hora".  Mais notícias sobre o PSDBPSDB confirma candidatura própria em Porto Alegre Em convenção do PSDB, Yeda defende seu governo  Mais notícias sobre outros partidosConvenção homologa nome de Marta para eleição em SP Candidato do PT no Recife tem apoio de 16 partidos PSB homologa aliança com PT em Minas DEM confirma nome de Solange Amaral no Rio  Veja tambémCalendário eleitoral das eleições de 2008   Dois deputados federais tucanos – um deles Edson Aparecido, seu coordenador de campanha – testemunharam o discurso do ex-governador. Indagado depois se suas reprovações eram dirigidas a Marta Suplicy (PT), ex-prefeita que almeja retornar ao cargo, e a Kassab, Alckmin evitou citar nomes. "A nenhum dos dois, é uma constatação dos grandes problemas metropolitanos. Eu tenho uma visão metropolitana. Aqui estão os grandes desafios de qualidade de vida. São Paulo precisa diminuir desigualdades, diminuir distâncias." Ele praticamente só falou de mazelas da grande metrópole que, pela segunda vez, tenta administrar – em 2000, foi superado por Paulo Maluf (PR) e Marta, ainda no primeiro turno. Alckmin já contava com o empurrão de outras três siglas: PTB, PSDC e PHS. Ao discursar, prometeu "trabalho pra valer" em cinco áreas sensíveis: educação, saúde, habitação, segurança e transporte coletivo. "O ensino infantil, criança de zero a 6 anos, é de responsabilidade da prefeitura", destacou. "Infelizmente temos perto de 150 mil crianças fora das creches e fora das escolas municipais. Na realidade, o número deve ser muito maior porque 150 mil foram as mães que procuraram vagas e não conseguiram. Como as mães já sabem que não tem vaga, muitas não procuram." O candidato traçou planos para a saúde. "Quem não tem dinheiro para pagar convênio sofre no SUS, filas, dificuldades de internação. São Paulo traduz bem as desigualdades do Brasil. Vejam o espigão da Paulista, um hospital ao lado do outro. Parelheiros e Marsilac, na periferia, têm 400 mil pessoas sem uma cama hospitalar." Incomoda ao tucano a iluminação pública insuficiente. Ele contou que, sábado à noite, foi ao Brás, na festa de São Vito, e assustou-se com a penumbra. "A cidade está escura, está triste. Na maioria dos municípios já é tudo a vapor de sódio, gasta 20% menos de energia e ilumina 30% a mais. Vamos economizar. Vamos tornar São Paulo uma das cidades mais bem iluminadas." Apesar da veemência, afirmou uma vez mais que não apontava para a administração Kassab: "Não é crítica a ninguém, é uma constatação." O caos no trânsito, ele anunciou, também será merecedor de sua atenção. "Nós já escolhemos investir no transporte coletivo. Vamos pôr esses ônibus para andar nesses corredores, estão a 9 por hora." Procurou minimizar o fato de o governador José Serra, do PSDB, ter inaugurado ao lado de Kassab, na sexta-feira, uma obra conveniada com a sua gestão no Palácio dos Bandeirantes, sem que houvesse uma só menção disso. "Certamente foi um lapso, mas o povo tem boa memória." A assessoria de imprensa de Kassab rebateu as críticas. Informou que "São Paulo tem o dobro dos pontos de luz de Paris, chamada de Cidade Luz". Disse ainda que a prefeitura instalou nos últimos anos 30 mil pontos de iluminação. Sobre a lentidão dos ônibus, a assessoria informou que a administração está reformando diversos corredores ineficientes. 

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