Alckmin usa estratégia de Serra: critica Lula e não fala de candidatura

Um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, nesta quinta-feira, que o Brasil tem vocação para o crescimento, mas que "algumas bolas de ferro" têm impedido o País de avançar mais. Sem citar nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin defendeu a necessidade de ampliação do crescimento econômico e da geração de empregos. Ao final, Alckmin, sempre solicito com a imprensa, saiu apressadamente da inauguração de uma nova fábrica da Gerdau, recusando-se a atender os jornalistas. A mesma estratégia tem sido adotada por José Serra, prefeito de São Paulo, principal adversário de Alckmin. Serra vem adotando discurso de candidato, mas evita os jornalistas quando o assunto é a escolha do nome do PSDB à Presidência da República. Uma definição de Serra e Alckmin deve ocorrer, segundo o PSDB, até amanhã.Ao enfatizar suas ações frente ao governo de São Paulo, o tucano comparou o crescimento registrado no ano passado no Estado com o patamar do Brasil. "O Brasil cresceu 4,9% do PIB; o mundo, 5,1%; e são Paulo, 7,6%", afirmou, sendo aplaudido por cerca de 500 pessoas que participaram da inauguração. Acompanhado dos secretários Arnaldo Madeira (Casa Civil) e João Carlos Meirelles (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico) - seus principais articuladores políticos - Alckmin surpreendeu quando descumpriu o acordo de que daria entrevista. Após a inauguração, o governador entrou em seu carro e retornou a São Paulo. Sua assessoria de imprensa disse que o governador estava com o horário "apertado" para um compromisso (que não foi divulgado) no Palácio dos Bandeirantes.

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