Alckmin tenta acordo, mas PSDB chega sem unidade a convenção

Tucano busca costurar nome de consenso para a secretaria-geral, mas diferentes alas querem lançar candidato próprio

Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2011 | 23h00

Nas vésperas da convenção estadual do PSDB, o partido não conseguiu bater o martelo em torno dos nomes que irão compor a Executiva da legenda no Estado de São Paulo, principal reduto oposicionista do País.

 

O governador Geraldo Alckmin começou a articular diretamente um acordo entre diferentes alas do partido, mas não obteve a garantia de que um racha será evitado no encontro da sigla, marcado para amanhã, na Assembleia Legislativa paulista.

 

Em um jantar na segunda-feira, os secretários do governo Alckmin fecharam um acordo com a bancada de deputados federais para que o novo presidente da legenda seja o deputado estadual Pedro Tobias, que conta com o apoio de Alckmin. Também fecharam questão em torno do deputado federal Vaz de Lima, que foi líder do governo na Assembleia na gestão de José Serra, para a secretaria-geral.

 

Ocorre que o atual secretário-geral, César Gontijo, não aceita retirar a candidatura e deve disputar a reeleição. Com bom trânsito na base do PSDB, o tucano conta com o apoio do secretário paulista de Energia, José Aníbal, um dos cotados na legenda para disputar a Prefeitura em 2012.

 

Alckmin ligou na quarta-feira para Gontijo e o sondou sobre a possibilidade dele retirar a sua candidatura. O Estado apurou que Gontijo não pretende desistir da disputa. Os deputados federais também informaram aos emissários de Alckmin que não querem disputar a secretaria-geral no voto e que, se Gontijo insistir, os parlamentares vão se retirar da composição da Executiva estadual. "Não vamos aceitar disputa avulsa. Se isso acontecer, o acordo está rompido", afirmou um dos deputados federais envolvidos nas negociações.

 

No encontro firmado entre os secretários de Alckmin e os deputados federais, além da secretaria-geral, os parlamentares teriam direito à primeira-vice-presidência e mais um outro cargo.

 

O governador, que conversou com Serra sobre o tema em encontro no Palácio dos Bandeirantes na terça-feira, quer evitar uma crise nos moldes da que houve na eleição da Executiva municipal do partido. Há 15 dias, seis vereadores do PSDB anunciaram a saída do partido, depois de não ter sido costurado um acordo com os diferentes grupos tucanos que iriam compor a Executiva municipal da sigla.

 

No encontro deste sábado, 7, os 105 integrantes do diretório estadual vão eleger 17 integrantes da Executiva paulista.

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