Alckmin reafirma que parceria foi feita em conjunto

O governador de São Paulo em exercício, Geraldo Alckmin, reafirmou hoje que a pauta de obras a ser executada em parceria com a prefeitura da capital foi elaborada em conjunto pelas partes e negou que interesses da Prefeitura não tenham sido levados em consideração. A avaliação foi feita ontem pela prefeita Marta Suplicy, que considerou o acordo "tímido". Alckmin argumentou que Estado e prefeitura estabeleceram juntos as áreas prioritárias de atuação (enchentes, habitação, segurança, área social, transporte e meio ambiente) e as obras que serão feitas. Em grande parte, destacou Alckmin, a prefeitura não precisará entrar com recursos, cedendo apenas o terreno. Seria o caso da construção de piscinões, de conjuntos habitacionais e dos Centros de Atenção Provisórios (CAP), destinados a receber os presos que hoje ficam detidos nos distritos policiais. Já o Banco do Povo e o Rodoanel vão depender da disponibilidade de recursos da prefeitura porque os projetos prevêm aporte de verbas das duas esferas, explicou Alckmin. Para o governador, as críticas não vão comprometer a parceria com a prefeitura. "Um dos pontos mais marcantes do governo Covas é o respeito pelos prefeitos eleitos", afirmou. Ele avaliou que as contestações de secretários de Marta com relação ao acordo "são problemas internos da Prefeitura". O secretário Jilmar Tatto (Abastecimento) reclamou que a prefeitura não participou da discussão dos projetos e o secretário Fernando José de Almeida (Educação) criticou a destinação de verbas para os CAPs e não para construção de creches.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.