Alckmin quer transferir secretarias para centro de SP

O governador eleito por São Paulo, Geraldo Alckmin, manifestou hoje a intenção de deslocar parte das secretarias e dos órgãos públicos para a região central da capital paulista. A iniciativa faz parte de projeto elaborado durante a gestão anterior do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes, que transferiu três sedes de secretarias para a zona central.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

30 de novembro de 2010 | 19h14

Após reunião de hoje, Alckmin explicou que o gabinete de transição tem estudado, nas últimas semanas, a compra de imóveis na região e destacou, sem detalhar, que pastas e órgão públicos devem ser transferidos para a área nos próximos quatro anos.

O prédio onde funciona o escritório de transição estadual, na Rua Boa Vista, havia sido preparado em 2006 para acomodar o gabinete oficial do governador de São Paulo. O projeto foi descartado pelo sucessor de Alckmin, José Serra, que preferiu alocar no edifício a Secretaria de Ensino Superior. A finalidade do projeto, segundo o governador eleito, é reduzir gastos com aluguel e contribuir para a revitalização da região central, que assistiu a uma decadência a partir dos anos 70.

Como exemplo, o tucano informou que o governo paulista gastava cerca de R$ 680 mil com o aluguel do local, onde antes era sediada a Secretaria da Habitação, antes que ela fosse transferida para a região central. "O valor diminuiu bastante", destacou, sem citar os valores. Atualmente, 13 órgãos ligados ao governo estadual têm suas sedes na Rua Boa Vista.

A iniciativa de trazer a estrutura administrativa para o centro tem ainda, segundo tucanos, o intuito de aproximar a máquina pública da população, um dos desafios que o PSDB não conseguiu superar nos 16 anos no comando do Palácio dos Bandeirantes.

Crescimento do PT

O esforço, segundo membros do PSDB, torna-se cada vez mais necessário em decorrência do avanço do PT em São Paulo que, nas últimas eleições, aumentou o número de deputados estaduais eleitos de 20 para 24, tornando-se a maior bancada da Assembleia Legislativa. O avanço do PT não ameaça a maioria governista na Casa, mas sinaliza, segundo tucanos, o crescimento da sigla no Estado e seu fortalecimento para as eleições de 2014.

A intenção de Alckmin de se aproximar da população deve inclusive influenciar no perfil dos secretários escolhidos para a administração estadual, segundo um de seus interlocutores. O desejo do tucano seria de quadros mais comprometidos com a administração pública, que aumentem os canais de comunicação com a sociedade. Com este propósito, de acordo com membros do PSDB, Alckmin pensa em escalar para a sua gestão nomes do meio sindical e de movimentos sociais.

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