Alckmin quer direção colegiada no PSDB

De passagem por Brasília hoje, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sugeriu que o PSDB repita a fórmula da direção colegiada que vigorou na montagem do primeiro comando partidário, quando a legenda foi criada em 1988. Ao final da sessão do Senado em homenagem ao ex-governador Mário Covas, Alckmin lembrou que Covas só presidiu o partido por oito meses, porque vigorava o sistema de rodízio.

CHRISTIANE SAMARCO, Agência Estado

29 de março de 2011 | 19h36

"Defendo o rodízio ou a direção colegiada a partir de um conselho, em que o presidente fala pelo partido", disse Alckmin referindo-se à sucessão marcada para maio, quando será eleita a nova executiva nacional do PSDB. Embora parte do tucanato avalie que o ex-governador José Serra movimenta-se nos bastidores para assumir o comando da sigla, ao menos por enquanto só o atual presidente, deputado Sérgio Guerra (PE), apresentou seu nome aos colegas como candidato à reeleição.

Na criação do PSDB, revezaram-se no posto de presidente Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e José Richa, além de Covas. A ideia da direção colegiada já está sendo discutida em um formato novo: o de um Conselho Superior, do qual devem participar Serra, Alckmin, o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente de honra do partido Fernando Henrique Cardoso.

Neste caso, a ideia predominante é a da reeleição de Guerra, que continuaria falando pelo partido, ouvindo sempre os "conselheiros superiores". O ex-senador Tasso Jereissati (CE) também participaria da direção colegiada, na função de presidente da fundação Teotônio Vilela de estudos e pesquisas do PSDB.

Apesar de o tucanato não ter fechado acordo algum, Alckmin aposta que não haverá disputa interna, a exemplo do que vem ocorrendo na composição dos diretórios municipais. E insistiu: "Como somos parlamentaristas no PSDB, sou da tese de que precisamos ter decisões mais colegiadas". Sobre os reflexos da movimentação do prefeito paulistano Gilberto Kassab, que está criando o novo partido PSD, Alckmin limitou-se a lembrar a fala que ouvia com frequência de seu pai: "Meu filho, lembre-se de Santo Antônio de Pádua. Quando não puder falar bem, não diga nada".

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