Alckmin promulga congelamento de seu salário, do vice e de secretários para 2017

Alckmin promulga congelamento de seu salário, do vice e de secretários para 2017

Segundo o governador, medida representa uma economia de mais de R$ 400 milhões por ano

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2016 | 11h42

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), promulgou o congelamento de seu salário, do vice e dos secretários estaduais por mais um ano. A prorrogação da lei que aprovou os salários em 2015, e que já havia sido mantida para o exercício de 2016, foi adiantada pelo Estado em 16 de dezembro, confirmada pelo governo na quinta-feira, 29, e publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 30. As remunerações permanecem no mesmo patamar durante o ano de 2017.

A medida afirma o governador, representa uma economia de mais de R$ 400 milhões por ano, pois o congelamento define o teto de vencimento para todos os servidores do Executivo. 

A promulgação é assinada pelo governador, pelo secretário da Fazenda, Helcio Tokeshi, pelo secretário de Planejamento e Gestão, Marcos Antonio Monteiro, e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Samuel Moreira da Silva Junior.

Alckmin permanece com um vencimento mensal de R$ 21.631,05. O vice-governador ganha R$ 20.549,60 e os secretários de Estado têm um salário de R$ 19.467,94.

Há duas semanas, quando anunciou o congelamento, Alckmin afirmou que a medida representa respeito com quem ganha menos no setor público. "Quase meio bilhão de reais vai deixar de ser gasto. É evidente que se a gente não consegue dar reajuste a quem ganha menos, não deve deixar subir para quem ganha mais", afirmou.

Deputados estaduais. Também nesta sexta-feira o governo publicou a promulgação do congelamento dos salários dos deputados estaduais. Os vencimentos aprovados em janeiro de 2016 valem para mais um ano. O salário dos parlamentares está em R$ 25.322,25 mensais. 

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