Alckmin promete banho de ética no governo

Após ser anunciado candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, prometeu dar um banho de ética no governo se for eleito. "O País não agüenta mais essa onda de corrupção, afirmou o governador paulista, na sede nacional do partido, onde seu nome foi oficialmente anunciado.No seu discurso, Alckmin deu pistas de como pretende conduzir sua campanha para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Ele afirmou que não vai lutar contra indivíduos, mas por um projeto. O governador afirmou que construirá um grande projeto nacional, "com ousadia".ElogiosO governador elogiou Serra, que abriu mão de disputar com a indicação do partido. "Serra teve um gesto de desprendimento e com unidade partidária grande, pela mudança no País", disse, em seu discurso.Alckmin afirmou que recebia com humildade a indicação tucana para disputar a Presidência da República e que se colocava como "instrumento do povo para a mudança". Ele afirmou que o crescimento da economia na atual administração é "raquítico" e que há necessidade de maior qualificação da administração da máquina pública.Ao tratar da "grande jornada" que o PSDB teria pela frente, o governador disse que teria "humildade, entusiasmo, energia e determinação", não para vencer pessoas ou partidos, mas para tocar "um grande projeto nacional de desenvolvimento, com ousadia e grandeza". "O Brasil tem pressa de crescimento de emprego, renda e salário e esse desafio é que nos estimula a esse trabalho", afirmou.InspiraçãoEle prometeu empunhar a bandeira da ética e eficiência administrativa, "fechando todas as torneiras do desperdício". Prometeu a realização de reformas estruturais, caso seja eleito, dizendo-se inspirar-se no ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, no presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e nas administrações dos governadores tucanos.Ao insistir que a tarefa da mudança seria coletiva, e não individual, Alckmin conclamou não apenas os filiados ao PSDB, mas também integrantes de outros partidos e toda a população brasileira para se unirem e tornarem "o sonho em realidade". "Política é serviço, não um instrumento de luta patrimonialista", acrescentou.Como a campanha de fato só terá início em julho, Alckmin pediu para que os integrantes do partido deflagrem motivação a partir deste momento. "Rogo a Deus para que uma luz acenda em cada cidadão para mudarmos o País com ousadia", finalizou em seu discurso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.