Alckmin promete ampliar ações de Serra

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, prometeu hoje (30), em seu programa do horário eleitoral gratuito à noite na TV, ampliar os projetos do ex-governador e candidato tucano à Presidência, José Serra. A propaganda apresentou iniciativas de Alckmin continuadas por Serra e iniciativas de Serra que, promete Alckmin, terão prosseguimento em uma nova eventual administração do PSDB em São Paulo. O programa começou com a apresentação do resultado da pesquisa Datafolha mais recente, que mostra Alckmin 34 pontos à frente do petista Aloizio Mercadante.

CAROLINA FREITAS, Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 21h41

Alckmin citou o exemplo das 310 mil casas populares construídas pelas gestões tucanas no Estado, a urbanização de favelas, as melhorias nos trens, a implantação de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e de escolas de tempo integral. Um muro, com tijolos com os nomes do ex-governador Mário Covas, de Alckmin e de Serra, fez alusão à continuidade entre os governos do PSDB.

Mercadante deixou de lado as críticas para mostrar o drama de Marivalda Gomes, mãe de um viciado em crack. Sentado no sofá da sala da eleitora, Mercadante ouviu o relato da mulher sobre como ela viu o filho virar um "trapo". "Não adianta jogar dependente na rua. Ele só acaba de se destruir", disse Marivalda, emocionada. "Essa é um briga de todos nós. Independente de eleição, o crack, a partir de agora, deve ser tratado como inimigo público número um do nosso Estado", afirmou o candidato.

O petista prometeu, se eleito, prevenir o uso de drogas nas escolas e construir clínicas de reabilitação para dependentes. Ao final do programa, foi reprisado o trecho de um depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo votos para Mercadante.

Paulo Skaf (PSB) apontou "má gestão" dos recursos públicos na área de saúde e prometeu diminuir o tempo de espera para exames na rede pública. Fábio Feldman (PV) falou sobre sustentabilidade e a necessidade de diminuir os índices de poluição no Estado. Celso Russomano (PP) exibiu um clipe com cenas de conflitos e de pessoas abandonadas, ao som da música "Chega", de Silvio Brito, que diz "chega de ficar calado, de ver tudo errado e só dizer sim".

Mancha (PSTU) defendeu a reestatização de empresas privadas. Paulo Bufalo (PSOL) falou sobre o papel de seu partido no cenário nacional e de como o PSOL, com "coerência", "incomoda gente poderosa". Igor Grabois (PCB) acusou o governo tucano de "destruir" a educação em São Paulo e tratar a área com "descaso". Anaí Caproni (PCO) condenou o que chama de "privatização dos Correios".

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