Alckmin: presença de Serra 'não tem efeito prático'

O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a minimizar o fato de o governador do Estado, José Serra (PSDB), não participar de atividades de sua campanha, argumentando que a presença dele "não tem efeito prático". Segundo Alckmin, Serra já está em sua campanha desde o início. Questionado se o governador vai acompanhá-lo nas atividades desta eleição, respondeu: "Podendo, ele vai estar junto". Ao falar que a presença de Serra "não tem efeito prático" na corrida à Prefeitura, Alckmin explicou que a presença "tem o efeito da solidariedade, tem o efeito de diminuir notícia da imprensa", porque, segundo ele, a população já sabe que os dois são do mesmo partido e ele já apareceu manifestando apoio em seu programa do horário eleitoral gratuito na TV.Apesar da queda de oito pontos porcentuais registrada na mais recente pesquisa Datafolha, Alckmin afirmou que sua estratégia de campanha não vai mudar. E disse, mais uma vez, que seu principal adversário continua sendo o PT de Marta Suplicy. "O adversário continua sendo o PT. Não mudou em nada. A estratégia é a mesma", disse o tucano, ao participar hoje de corpo a corpo na Praça da Árvore, na zona sul da capital paulista. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou que Marta - candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) - passou de 36% das intenções de voto para 41%, enquanto Alckmin, que tinha 32%, caiu para 24%. O candidato voltou a dizer que a pesquisa "representa um momento" e afirmou que sua campanha já conta com uma pesquisa diária realizada pelo Ibope com 1.200 entrevistas por telefone. Segundo Alckmin, a pesquisa faz uma média ponderada de 400 entrevistas diárias e informou que o levantamento aponta uma diferença pequena entre ele e Marta, mas indica sua vitória no segundo turno. "No segundo turno, a nossa possibilidade de ganhar a eleição é bem maior", afirmou, acrescentando que seu índice de rejeição é cerca de um terço da rejeição da candidata do PT. "No segundo turno, zera, fica zero a zero, começa tudo de novo."O candidato do PSDB negou que irá alterar sua agenda com base nos resultados das pesquisas eleitorais. "A agenda eu vou fazer independente de resultado", disse. "Pretendo, na medida do possível, intensificar esse trabalho de ouvir as pessoas, cumprimentar, conversar."ProvocaçãoAlckmin também alfinetou a candidata do PT. "Se pegar a área da saúde, ela precisa melhorar e melhorar muito, e nós vamos melhorar. Agora não é crítica à atual administração, até porque a administração passada foi pior ainda", disse, referindo-se à gestão de Marta na Prefeitura. "Se você pegar como a saúde foi entregue ao Serra, ela foi entregue em situação catastrófica."Alckmin disse que não vai responder "a nenhum tipo de provocação", em uma referência aos ataques que vem recebendo da campanha do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) -, e negou que possa fazer um acordo com seu adversário para centrar o fogo em Marta Suplicy. "Cada candidato faz a sua campanha da melhor maneira que acha que deve fazer."Alckmin também negou que sua campanha esteja com dificuldades em arrecadar recursos. "Nós vamos fazer uma campanha modesta, não vamos fazer uma campanha milionária", afirmou. Ele prometeu uma "campanha despojada" e avaliou que isso não atrapalha a corrida pela Prefeitura. "Acho até que cria um estilo próprio." Nos bastidores, comenta-se que o candidato estaria com dificuldade de arrecadar recursos e que isso poderia estar interferindo em sua campanha.O candidato do PSDB andou de metrô da Barra Funda, com baldeação da Sé, até a Praça da Árvore, acompanhado de sua filha Sofia. Ao chegar ao destino, ele visitou o comércio local e, após falar com os jornalistas, aproveitou para tomar café em uma padaria.

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