Alckmin pode ser opção do PFL para 2002

Dirigentes do PFL já admitem que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pode ser uma alternativa para o projeto nacional que partido pretende lançar nas eleições de 2002. Apesar de o vice-presidente Marco Maciel (PFL-PE) e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), preferirem manter os encontros com Alckmin no campo das conversas, o presidente estadual do partido em São Paulo, Cláudio Lembo, admitiu hoje que existe uma "efetiva aproximação" com o governador paulista."Há uma efetiva aproximação com o Alckmin, para que ele participe de uma processo político nacional para o Brasil, que inclui as eleições de 2002", afirmou Lembo. Ele explicou, entretanto, que não as conversas Alckmin não incluem "eventuais candidaturas ou candidatos"."O governador Geraldo Alckmin é um homem público da melhor qualidade, mas ainda é cedo para avaliar nomes e também não sabemos se, neste momento, ele teria uma plataforma política para uma candidatura nacional", completou o presidente do PFL paulista. O segundo encontro dos pefelistas com Alckmin ocorreu hoje à noite, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.A primeira reunião foi há algumas semanas, quando o vice-presidente Marco Maciel conversou demoradamente com o governador paulista, também em São Paulo. Esses encontros estão sendo interpretados por políticos dos dois partidos - PFL e PSDB - como o primeiro gesto de aproximação para a composição de uma chapa presidencial em 2002. No PFL, Alckmin é visto como o nome ideal para um cenário de crise de popularidade do governo no próximo ano.A preocupação dos pefelistas é com a eventual candidatura do ministro da Saúde, José Serra. Para o PFL, Serra significa o fortalecimento do PMDB na aliança. Em conversas reservadas, os pefelistas dizem já comemorar uma vitória pois o presidente considera o governador paulista como presidenciável.

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