Alckmin pede votos para Serra, e Lula, para Mercadante

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu hoje em seu programa eleitoral votos para o candidato tucano à Presidência, José Serra. Já o programa de Aloizio Mercadante (PT) teve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal cabo eleitoral. Alckmin prometeu continuar com projetos iniciados por Serra quando ele foi governador do Estado.

ANNE WARTH, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 14h19

"São Paulo precisa de Serra presidente. Ele já provou como senador, ministro, prefeito e governador e fez muito para o nosso Estado. Com ele na Presidência, ganha São Paulo e ganha o Brasil", afirmou.

Já Lula elogiou Mercadante e sua atuação como senador e líder do governo na Casa. "Ele sabe que ele não pode errar. Vai acontecer com Aloizio o mesmo que aconteceu comigo na Presidência. Quando eu cheguei na Presidência, eu sabia: qualquer um passa por aqui, erra e não acontece nada. Mas eu não posso errar, porque sou do PT, sou metalúrgico, e conseguimos fazer um governo de que hoje o Brasil tem orgulho. Tenho certeza Aloizio vai fazer a mesma coisa por São Paulo", disse Lula.

O programa de Alckmin continuou a fazer críticas a Mercadante com o uso de atores. Alckmin não fez nenhum ataque direto. A cena exibida hoje mostra Mercadante falando sobre a inauguração de duas estações de tratamento de esgoto em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, governada pelo PT.

"Mercadante faltou com a verdade. Guarulhos não tem esgoto tratado", afirma o locutor. "Mercadante, o Lula está sabendo disso?", questiona um ator. Alckmin também prometeu investir R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos para criar 200 mil vagas em creches.

O programa de Mercadante explorou uma imagem de "mesmice e lentidão" para caracterizar os 16 anos de governos tucanos no Estado. "Depois de 16 anos tá na hora de ter um jeito novo de governar para trabalhar em parceria com o governo federal", afirmou o locutor. O candidato também prometeu acabar com a aprovação automática, aumentar a qualidade do ensino público e criar o Programa Universidade para Todos (ProUni) da saúde.

Saúde

Celso Russomanno (PP) disse que a saúde, a educação e a segurança pública no Estado estão em "péssima qualidade" no Estado. "Minha campanha é humilde e tem poucos recursos. Sempre estive ao lado dos mais pobres e humildes. Tenho certeza de que o povo é muito mais forte que todo o dinheiro do mundo", afirmou.

Paulo Skaf (PSB) disse que uma educação de qualidade é a única forma de dar oportunidades iguais para todos. "Se todo mundo tiver uma educação melhor, todos terão mais saúde e segurança." Fábio Feldmann (PV) pregou novas formas de tratamento na saúde pública para doenças do século 21, como obesidade, depressão e anorexia. Marina Silva (PV), candidata à Presidência, pediu votos para ele.

Mancha (PSTU) prometeu dobrar as verbas destinadas para saúde. Paulo Bufalo (PSOL) defendeu uma auditoria pública da dívida do Estado para aumentar os investimentos em saúde. Igor Grabois (PCB) e Anaí Caproni (PCO) criticaram a qualidade do transporte público e a concessão de estradas.

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