Alckmin pede para que Aécio assuma a presidência do PSDB

Governador de São Paulo convocou o senador mineiro, provável candidato da sigla à Presidência, a unir o partido

Gustavo Porto , Agência Estado

25 de março de 2013 | 22h09

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu nesta segunda-feira, 25, que o senador mineiro Aécio Neves assuma a presidência nacional do PSDB e percorra o País para ouvir o que povo brasileiro tem a dizer.

"Que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro e una o partido", disse o governador, num rápido pronunciamento, antes do início do Congresso do PSDB, que está sendo realizado nesta segunda, em São Paulo.

Aécio, também presente ao congresso tucano, evitou falar em sucessão, tanto do seu partido quanto a da presidente Dilma Rousseff. Contudo, cobrou ação imediata de sua legenda: "O PSDB não tem sequer o direito de se negar a apresentar uma alternativa a esse modelo que está aí, pois temos um quadro extraordinário. Mas não é hora de anteciparmos o processo eleitoral, pois quem fez isso foi o governo."

Nas críticas que fez à administração petista, o senador mineiro argumentou que o atual aparelhamento da máquina pública será substituído pela meritocracia e pela eficiência. Aécio elogiou ainda as lideranças do PSDB paulista, num afago aos setores que divergem de sua eventual candidatura à Presidência da República, invocando nomes históricos da sigla, como Mário Covas, Franco Montoro e o próprio José Serra, que está em viagem ao exterior e não compareceu ao congresso de seu partido. Para o senador mineiro, o PSDB já está aquecendo os motores e se preparando para mostrar que o Brasil "pode ter um governo com melhores resultados".

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também presente ao evento, fez um apelo, em rápido pronunciamento, para que o PSDB marche junto e se apresente ao País com "força e vigor" para o eleitorado. Indagado se a candidatura Aécio estava consolidada, ele disse que sim. Sobre as eventuais pretensões eleitorais do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse apenas: "É sempre bom ter um nome novo que tenha o que falar para o País."

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