Alckmin nega ser candidato à Presidência em 2010

Já sobre as eleições municipais no ano que vem, ex-governador de São Paulo não foi tão enfático na negativa

ELIZABETH LOPES, Agencia Estado

16 Outubro 2007 | 13h56

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta terça-feira, 16,  que não é candidato à sucessão presidencial em 2010, a despeito de seu nome aparecer como um dos favoritos na corrida de acordo com pesquisa CNT/Sensus, divulgada na última segunda.   Já sobre uma possível candidatura  nas eleições municipais do ano que vem, na qual o seu nome desponta também como favorito à Prefeitura de São Paulo, Alckmin não foi tão enfático na negativa. Disse apenas que assunto será discutido no momento oportuno.    "Fiquei muito feliz (com a pesquisa) porque não sou candidato e também porque fiquei fora da mídia há praticamente um ano, o povo é muito generoso e caloroso", destacou, após proferir palestra sobre conjuntura nacional promovida pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).     Veja Também:   Os números da pesquisa Serra, Alckmin e Aécio lideram corrida presidencial, diz Sensus Aprovação a Lula passa de 64% para 61,2%, diz CNT-Sensus O ex-governador e candidato derrotado à presidência da República nas eleições do ano passado disse que ficou feliz também porque a pesquisa CNT/Sensus apontou na liderança da corrida sucessória de 2010 o nome de dois outros tucanos, os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.   "Isso mostra a boa confiança do eleitor nos bons quadros do PSDB." Além de descartar a corrida ao Palácio do Planalto nas próximas eleições, Alckmin elogiou os dois governadores de sua legenda. "O Serra e o Aécio são dois bons pré-candidatos. Agora, é unir o partido e apresentar uma boa plataforma de trabalho", emendou.Apesar das considerações, Alckmin afirmou também que este não é o momento para se discutir sucessão presidencial. "Eu até estranhei o Presidente da República (Lula) já estar falando que vai subir em palanque."   E ironizou: "Dá a impressão que o governo já está acabando. Na realidade, estamos no primeiro ano do governo, mas como você não tem propostas novas e nem reformas estruturantes, o governo começa a ficar curto." Na sua avaliação, cabe à oposição cobrar o governo para que ele não se acomode e o Brasil não perca mais quatro anos. Prefeitura Questionado sobre as eleições municipais do ano que vem, na qual o seu nome desponta também como favorito à Prefeitura de São Paulo, Alckmin não foi tão enfático na negativa. Ele disse apenas que no momento oportuno o assunto será discutido e que essa decisão levará em conta a união de sua legenda.    Apesar disso, o ex-governador defende que seu partido tenha candidato próprio e que concorra aliado a outras legendas, citando especificamente o DEM do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab. O tucano desconversou quando indagado sobre uma eventual composição com Kassab numa mesma chapa partidária.

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